24 Fev
Viseu

Entrevista

"Estamos no topo do ranking internacional em matéria de segurança"

por Redação

31 de Janeiro de 2020, 12:00

Foto Arquivo Jornal do Centro

Entrevista ao ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, em Lamego

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O primeiro Roteiro de Defesa Nacional passou por Lamego. O ministro da Defesa Nacional visitou o Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE). João Gomes Cravinho falou sobre a iniciativa.

Quais os objetivos do Roteiro de Defesa Nacional?

É sair de Lisboa e levar as temáticas da defesa nacional para as diferentes partes do país. Verificamos que há, hoje em dia, uma certa distância entre a nossa sociedade e as realidades da defesa nacional que têm a ver com o mundo complexo e conturbado. Queremos com esta iniciativa do Roteiro Nacional, que começou em Lamego, de termos a oportunidade de dialogar com cidadãos lamecenses sobre as problemáticas mais importantes para a defesa nacional e dessa forma ajudar a aproximar a cidadania da defesa. É um objetivo fundamentalmente cívico.

Na passagem pelo CTOE foi-lhe feito algum pedido?

Tive a oportunidade de ver o trabalho de modernização que está a ser feito nas infra estruturas de habitação, mas há mais para fazer. Temos um plano de investimento na ordem dos 12 milhões de euros ao longo dos próximos anos e os pedidos foram no sentido de desembolsarmos o mais rápido possível as verbas. Vamos tratar disso. Para além do CTOE, importantíssimo centro para as nossas Forças Armadas, tive também a oportunidade de estar com a Liga dos combatentes, com um leque variado de lamecences e creio que deixei um pouco das realidades da Defesa Nacional.

Que importância tem o CTOE para a estratégia de defesa do Governo?

O CTOE é um núcleo absolutamente fundamental na nossa disposição de forças no nosso sistema de formação de militares. Eu estive recentemente na Republica Centro africana, no Iraque, no Afeganistão e no Mali e nestes quatro teatros de operações encontrei militares formados em Lamego. Estão a fazer um grande trabalho e a contribuir para a segurança internacional. Não tenho dúvidas que temos de valorizar pubicamente o que é feito em Lamego que é de elevadíssima qualidade e de grande profissionalismo.

As Forças Armadas estão a atravessar uma crise no que diz respeito ao voluntariado?

Crise é uma palavra demasiado forte. Ao longo dos anos tem havido uma redução de efetivos por múltiplas e complexas razões que têm a ver com a nossa sociedade mas olhamos para o futuro com confiança.

Considera que Portugal é um exportador de segurança. É um país seguro?

É extremamente seguro. Estamos no topo do ranking internacional em matéria de segurança e por outro lado estamos a ajudar a produzir segurança internacional com as nossas forças nacionais destacadas. Portugal é um exportador de segurança que contribui de forma muito positiva para a estabilidade internacional.