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Câmara de Viseu aprova mais de 800 mil euros para requalificar bairro

por Redação

23 de Dezembro de 2019, 22:29

Foto Arquivo Jornal do Centro

Lançado o concurso para a cobertura do Mercado 2 de Maio (foto de arquivo)

CLIPS ÁUDIO

A Câmara de Viseu aprovou esta segunda-feira em reunião de executivo a adjudicação das obras de requalificação do Bairro de Santa Rita, “um dos bairros mais antigos” da cidade, num investimento superior a 800 mil euros suportado pela autarquia.

“O executivo aprovou a adjudicação da obra para começar de imediato, num contrato de empreitada que terá um prazo de 364 dias e um custo na ordem dos 813 mil euros e é totalmente suportado pelo orçamento do município”, anunciou Almeida Henriques (PSD).

O autarca falava aos jornalistas após a reunião do executivo, na qual foi aprovada a adjudicação da obra que “vai iniciar de imediato” no Bairro de Santa Rita, na freguesia de Abraveses, que tem mais de 800 moradores.

“A intervenção inclui trabalhos de abate de árvores, plantação de novas espécies, ajardinamentos, colocação de ‘moloks’ [contentores enterrados para resíduos sólidos urbanos], correção de passeios, pavimentações, sinalização vertical e horizontal, drenagem de águas pluviais e residuais, abastecimento de águas, instalações elétricas e de telecomunicações e iluminação pública”, especificou o autarca.

A reabilitação do Bairro de Santa Rita decorre no âmbito do programa municipal “Eu gosto do meu bairro”, no qual já foram intervencionados cinco bairros: Urbanização Viso Sul, e bairros das Mesuras, da Quinta de São José, da Balsa e Municipal, totalizando um investimento na ordem dos nove milhões de euros.

“Este programa permite ir qualificando muitos destes bairros mais antigos que, obviamente, depois de tantos anos, precisavam de ver as suas redes de água e saneamento, eletricidade, gás natural, comunicações [requalificadas], no fundo, adaptá-las aos tempos modernos”, salientou.

No entender de Almeida Henriques, o dia de hoje foi também “muito importante”, uma vez que foi aprovado o projeto de regulamento da urbanização e edificação, com elogios e abstenção da oposição socialista.

Pedro Baila Antunes (PS) destacou “todo o trabalho que o executivo social-democrata tem vindo a fazer nesta matéria e todo o esforço organizativo que está agora a culminar com a alteração do plano urbanístico” e acrescentou que, “só por isso, e pela utilidade deste regulamento quase merecia um voto de louvor”.

“Mas atendendo à extensão e ao significado, ainda que esteja mais simplificado e transparente e responsabiliza todos, inclusive a câmara, e é moderno, mas enquanto não tivermos uma análise mais técnica, por agora, vamos abster-nos, sem prejuízo de, mais tarde, votarmos favoravelmente”, justificou o vereador.

Almeida Henriques explicou que este documento, que vai agora a consulta pública, para voltar ao executivo camarário e, mais tarde, ir a votação na Assembleia Municipal, “deverá ser possível colocar em prática no fim do primeiro, início do segundo trimestre de 2020”.

“Trata-se de um documento que (…) introduz medidas de simplificação administrativa, com projeção positiva na celeridade dos procedimentos, e valorização de uma cultura de responsabilidade e transferência partilhada entre a administração municipal e os restantes interlocutores”, assinalou o autarca.

 

Mercado 2 de Maio

Na mesma reunião foi feito o lançamento do concurso da cobertura e requalificação do Mercado 2 de Maio, num total de cinco milhões de euros financiados em 85% por fundos comunitários, custando a obra à autarquia 600 mil euros.

“Este concurso para o Mercado 2 de Maio irá custar aos cofres do município 600 mil euros, porque o resto é no âmbito do PEDU, ou seja, em 85% por fundos comunitários. Portanto, aproveitaremos muito bem os fundos comunitários que estão à nossa disposição, que foram aprovados em devido tempo e foi considerado o melhor Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano da região Centro”, anunciou o presidente da câmara.

Já a oposição questionou o valor crescente da obra. 

O vereador José Baila Antunes (PS) referiu que “há pouco mais de um mês o senhor presidente falava em dois milhões de euros, agora está em cinco milhões de euros”, quando “a própria cobertura começou em cerca de um milhão de euros e agora vai em cinco vezes mais”.

“Essa é mais uma razão para a indignação contra esta solução completamente anacrónica arranjada pelo executivo social democrática”, declarou o vereador.

 Almeida Henriques destacou todo o processo, que passou por “debate público, aprovação de vários projetos sujeitos mais tarde a um concurso público, onde foi selecionado o projeto que vai agora a concurso”, sendo esta obra “a última que faltava lançar no âmbito do PEDU, do Centro 2020”.

O presidente da Câmara de Viseu adiantou que, desde que chegou à autarquia, “sempre disse que iria ser encontrada uma solução para o cemitério do centro da cidade, que é como os comerciantes chamam àquele espaço”, o mercado, situado no centro histórico da cidade.

Do valor da obra, 3,8 milhões de euros destinam-se à cobertura com painéis fotovoltaicos, 840 mil euros para a requalificação de todas as lojas existentes e cerca de 220 mil euros para a climatização dos espaços. A obra tem um período de execução de 602 dias.