20 Fev
Viseu

Infografia

Inés Calderón Medina vence prémio de investigação A. de Almeida Fernandes

por Redação

10 de Dezembro de 2019, 09:23

Foto Arquivo Jornal do Centro

Distinção foi entregue na segunda-feira, na Câmara de Viseu

CLIPS ÁUDIO

A espanhola Inés Calderón Medina foi a vencedora do prémio de investigação A. de Almeida Fernandes e recebeu, na segunda-feira (9 de dezembro), na Câmara de Viseu a distinção e o valor de 2.500 euros pelo trabalho realizado em 2018.

“A investigadora Inés Calderón Medina é a investigadora selecionada e premiada pelo júri que recebe o prémio que está atribuído de 2.500 euros. Ela trabalha o período da formação do reino português e sobre as relações de parentesco e de influência entre os reinos de Portugal, de Castela e de Leão”, anunciou o vereador da Cultura da Câmara de Viseu.

Jorge Sobrado adiantou que a vencedora deste ano teve “votação unânime” do júri, no trabalho intitulado “Los Soverosa. Una Parentela Nobiliaria entre Tres Reinos. Poder y parentesco en la Edad Mediahispana (ss. XI-XIII) – Valladolid, Universidad de Valladolid, 2018”.

Do júri do prémio fazem parte os professores Maria Teresa Nobre Veloso, da Universidade de Coimbra, Hermínia de Vasconcelos Vilar, da Universidade de Évora, e José Augusto de Sottomayor-Pizarro, da Universidade do Porto. A filha do professor A. De Almeida Fernandes, Flávia de Almeida Fernandes, não tem direito a voto, mas manifesta a sua opinião.

“O prémio visa homenagear, distinguir, prestar tributo a uma figura marcante dos estudos da história medieval portuguesa que foi o professor Armando de Almeida Fernandes e o primeiro objetivo foi o de destacar a sua figura e o trabalho notável que deixou e as pistas de trabalho que deixou para as gerações seguintes”, destacou Jorge Sobrado.

O vereador disse que, atualmente, vive-se um “contexto em que a história medieval não ocupa o lugar que lhe é devido, atravessa um momento de crise, do ponto de vista de atração de investigadores, mas também da valorização das políticas públicas em torno do seu desenvolvimento”.

E, por isso, este prémio “é um contributo e ao mesmo tempo um sinal de alerta para que não se deixe cair este pilar fundamental dos estudos da história portuguesa e também um pilar fundamental da valorização, da identidade dos territórios históricos, onde se destaca a cidade de Viseu”.

“Este prémio visa estimular o desenvolvimento e a criação de novos trabalhos sobre a história medieval portuguesa, porque continua a ser uma necessidade dos territórios da sua valorização, mas também uma necessidade de a cultura portuguesa aprofundar e abrir novas linhas de investigação sobre aquilo que são os momentos históricos anteriores à formação do reino português”, defendeu.

No entender de Jorge Sobrado, esses momentos históricos “justificam, de alguma forma, a criação” do reino português, “mas também os séculos seguintes da consolidação na nação e das relações de parentesco que se formaram nesse período de formação do reino”.