22 Fev
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Mandato da administração do Hospital de Viseu chegou ao fim

por Redação

10 de Janeiro de 2020, 11:57

Foto Arquivo Jornal do Centro

Escolha está nas mãos da ministra da Saúde

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Conselho de Administração

Hospital de Viseu

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A administração do Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV), liderada por Cílio Correia, cessou o mandato a 31 de dezembro de 2019. O futuro deste órgão diretivo está agora nas mãos da ministra da Saúde que, questionada pelo Jornal do Centro, não esclareceu se haverá ou não mudanças na instituição. Para já, tudo na mesma.

“O processo de nomeação do Conselho de Administração (CA) encontra-se em curso, de acordo com a tramitação legal usual. O CA mantém-se em funções, com quórum deliberativo”, informou o gabinete da ministra.

A direção foi nomeada em abril de 2017, mas a resolução do Conselho de Ministros indica que se tratava de um mandato de três anos com efeitos a partir de 31 de dezembro, altura em que a anterior administração, na altura com Ermida Rebelo à frente, terminou.

O nome do médico Cílio Correia continua em cima da mesa, ao que tudo indica, embora o Ministério tenha endereçado um convite a outra pessoa que o terá recusado por ter assumido recentemente as mesmas funções noutra instituição.

Mas, dentro do hospital, é quase unânime que o médico tem condições políticas para se manter à frente do Centro Hospitalar.

O mandato de Cílio Correia, no entanto, não tem sido pacífico. Um ano depois de ter sido nomeado, o Conselho de Administração sofreu uma “baixa” com os médicos a exigirem a demissão do vogal Francisco Faro e a nomeação de um novo diretor clínico para esta unidade, cargo que era acumulado por Cílio Correia. Na altura, os responsáveis dos diferentes serviços do CHTV apresentaram a suspensão imediata das suas funções na direção dos serviços, uma situação que foi ultrapassada com a saída do membro da direção e com a nomeação de Helena Pinho em substituição de Cílio Correia.

Pelo meio, o Conselho de Administração tem lidado com a “trapalhada” que foi o lançamento do concurso para ampliação do serviço de urgências, do qual o empreiteiro desistiu depois de estar mais de dois anos à espera de luz verde do Governo, e que ainda não tem data para avançar. A criação do Centro Oncológico é outro “dossier” que também ainda está sem resposta.