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Feirantes regressam ao Largo da Feira

por Redação

31 de Janeiro de 2020, 16:55

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

O novo ano arrancou com novidades para os feirantes que marcam presença quinzenalmente na feira da vila de Oliveira de Frades. Clientes e feirantes estrearam o renovado recinto do mercado na última segunda-feira (13 de janeiro). Estiveram arredados do Largo da Feira durante mais de meio ano, enquanto o espaço sofria profundas obras de requalificação, que custaram aos cofres municipais cerca de 300 mil euros.

Delfim Almeida, da Associação de Feirantes das Beiras, aplaude a intervenção que foi feita e que trouxe mais condições para os comerciantes e para os clientes. “É um espaço moderno de feira. Não tem problemas nenhuns, não se assemelha a nada ao que existe em S. Pedro do Sul ou Viseu. Não é o melhor do distrito, onde há outros bons recintos de feira, mas é muito melhor que Viseu e S. Pedro do Sul por exemplo”, vinca o dirigente associativo.

Para os feirantes houve apenas “ligeiras alterações”. A maioria permaneceu no mesmo local onde antes vendia os seus produtos. Só os vendedores da secção dos enchidos é que viram o seu espaço reorganizado. “As alterações foram de pormenor. Ninguém mudou de sítio, acabaram por ficar todos mais ou menos no mesmo sítio”, aponta Delfim Almeida, acrescentando que os acertos feitos, foram decididos entre a associação, feirantes e Câmara Municipal.

Até agora, e por causa das obras, os comerciantes estavam instalados junto à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde permaneceram durante alguns meses.

“As pessoas ficaram satisfeitas”

Do lado do município, o presidente, Paulo Ferreira, explica que a mudança para o remodelado recinto não foi feita ainda em novembro, quando as obras do largo foram concluídas, a pedido dos próprios feirantes que não quiseram perder negócio no período áureo do Natal.

“As pessoas ficaram satisfeitas. As reclamações foram poucas, uma ou outra pontual, mas genericamente a opinião da comunidade é boa”, afirma o autarca, salientando que tanto os utentes, como os feirantes “estão satisfeitos com o novo espaço”.

Em relação aos vendedores, Paulo Ferreira explica quando as obras ficaram prontas reuniu com os feirantes para distribuir os locais de venda, sendo que em primeiro lugar foi dada primazia aos comerciantes mais antigos do concelho, depois da região e por fim do país. “Não estragámos o que foi feito nas obras com os furos para segurar as tendas. Distribuímos os lugares, fizemos os furos mediante o que os feirantes queriam e organizámos tudo de acordo com a atividade económica deles para a mudança ser mais confortável. Foi um processo que foi ficando pronto devagarinho e por isso é que se abriu e se calhar sem confusão”, sustenta.

No recinto da feira, e a pensar nos comerciantes e nos clientes, foram requalificadas as casas de banho e constituído um novo balneário. As obras de remodelação do espaço levaram também ao arranjo do piso. “Fizemos também a condução de águas e eletricidade pelo solo. O coreto também foi requalificado com a ajuda da empresa Martifer. Aquilo está fantástico”, afirma Paulo Ferreira.