18 Fev
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INEM garante rapidez na atuação do helicóptero a partir do aeródromo de Viseu

por Redação

30 de Janeiro de 2020, 16:07

Foto Arquivo Jornal do Centro

Mesmo sem equipa a pernoitar nas instalações do aeródromo, INEM diz que tempo de prontidão é inferior ao que é contratualmente exigido

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O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) afirma que a transferência do helicóptero de emergência médica de Santa Comba Dão para Viseu não coloca em causa a operacionalidade da aeronave, nem a rapidez de atuação das equipas. A deslocação, que aconteceu em outubro de 2019, resultou da falta de condições do heliporto de Santa Comba Dão. Nos últimos dias, levantaram-se preocupações quanto à eficácia deste meio de emergência, uma questão que o INEM rejeita.

“Esta solução permitiu manter toda a operacionalidade desta aeronave, sem colocar em causa a capacidade de resposta na área de atuação do respetivo meio de emergência médica”, esclarece o instituto.

Quanto às equipas, e ao facto de estarem a pernoitar numa unidade hoteleira próxima do aeródromo de Viseu, sublinha que tal se deve à inexistência de instalações adequadas e que até que a situação esteja resolvida, “a solução é tida como adequada”.

“Importa deixar claro que, tanto as equipas médicas, como os pilotos da aeronave, encontram-se a pernoitar na mesma unidade hoteleira, que dista exatamente 5,4 quilómetros do aeródromo de Viseu, traduzindo-se em cerca de quatro minutos de tempo de viagem”, lê-se numa explicação enviada ao Jornal do Centro.

O INEM esclarece ainda que o tempo contratualmente definido para a descolagem dos helicópteros de emergência médica é contabilizado a partir do momento em que o comandante da aeronave aceita a respetiva missão. “Assim, o tempo para descolagem não se conta a partir do momento em que o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) aciona este meio de emergência, mas sim após o comandante confirmar que estão garantidas todas as condições de segurança. Só após essa aceitação é que se dá início à contagem do tempo para descolagem, sendo que o contrato define que, após a aceitação da missão, o helicóptero deve descolar em cinco minutos, no caso das missões primárias. Nas outras, esse período é de 15 minutos”, explicita.

“A operacionalidade e rapidez de disponibilidade deste meio não está em causa”, reforça o INEM que explica ainda que a transferência de Santa Comba Dão para Viseu surgiu em outubro depois da empresa que opera o helicóptero ter dito que tinha sido notificada pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) de que o heliporto de Santa Comba Dão “apenas reúne condições para ser detentor de uma autorização para fins de proteção civil, que não pode incluir as operações de emergência médica”.

“Com base nesta informação, o instituto viu-se obrigado, no imediato, a tomar as medidas adequadas para garantir as melhores condições para o cumprimento da atividade, transferindo este helicóptero para o aeródromo Municipal de Viseu”, conclui o INEM, encaminhando todas as questões técnicas relacionadas com as operações aeronáuticas para a ANAC.

Entretanto, tal como o Jornal do Centro já tinha noticiado, o processo para obter a certificação do heliporto de Santa Comba Dão foi enviado para a ANAC a 11 de dezembro do ano passado pela direção dos Bombeiros Voluntários. O pedido de certificação foi acompanhado por um novo projecto onde estão mencionados os obstáculos apontados que impediam a aeronave de operar e que levaram a Associação Humanitária a assumer o compromisso técnico de proceder à eliminação das desobstruções existentes, nomeadamente no que diz respeito ao corredor de aproximação à placa de aterragem.