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Sátão: Brincadeiras sexuais no recreio levaram à suspensão de quatro alunos

por Redação

23 de Março de 2018, 10:40

Foto Arquivo Jornal do Centro

Caso aconteceu na Escola Básica Ferreira Lapa e já foi entregue ao Tribunal de Menores de Viseu

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A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) Municipal, numa ação conjunta com a Direção do Agrupamento de Escolas de Sátão, participaram ao Tribunal de Família e Menores de Viseu uma denúncia de abusos sexuais entre quatro alunos do sexo masculino da Escola Básica Ferreira Lapa (dos 2º e 3º Ciclos).

O Jornal do Centro apurou junto de uma fonte próxima da Direção do Agrupamento de Escolas de Sátão que o caso foi denunciado pelos pais de um dos quatro rapazes envolvidos em afetos e cenas íntimas do foro sexual, com exposição dos órgãos genitais, com idades compreendidas.

Os atos praticados pelos quatro adolescentes, em idades compreendidas entre os 12 e os 14 anos, foram presenciados por outros alunos num espaço público, mas recatado do recreio da Escola Básica Ferreira Lapa que testemunharam as cenas “íntimas” praticadas e que de imediato terão espalhado o caso pela comunidade escolar daquele estabelecimento de ensino.

O assunto acabou por extravasar os “muros” da escola e de ser alvo de múltiplos comentários.

Segundo fontes ligadas ao Agrupamento de Escolas de Sátão, os alunos envolvidos neste caso sexual são reincidentes e “admitiram os atos praticados, em lágrimas, alegando que se tratou de “uma brincadeira de mau gosto” que não querem repetir, tendo demonstrado “arrependimento”.

A Direção do Agrupamento de Escolas decidiu aplicar-lhes uma pena sancionatória de suspensão agravada de seis dias, já comunicada aos pais/encarregados de educação através de carta registada, com aviso de receção, “como medida profilática e pedagógica por ter violado o Código de Ética Escolar e com grande impacto social que alarmou toda a comunidade escolar e social da vila e concelho de Sátão”.

O Jornal do Centro sabe que quer a CPCJ, quer a Direção do Agrupamento de Escolas de Sátão só avançaram com a denúncia deste caso para o Tribunal de Família e Menores de Viseu, depois de terem ouvido os alunos envolvidos e analisado todas as informações recolhidas e necessárias para avaliar a situação considerada no meio escolar e social como “muito melindrosa”, tendo em conta a vulnerabilidade da faixa etária dos adolescentes.

O caso está a ser seguido pelo Tribunal de Menores, entidades com competência jurídica para investigar e recolher dados sobre este tipo de ilícitos juvenis.