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Cultura

Coronavírus: Binaural Nodar vai candidatar-se ao apoio financeiro da Direção Geral das Artes

por Redação

23 de Março de 2020, 17:07

Foto Arquivo Jornal do Centro

Imagem da exposição "Plantas Faladas", da Binaural/Nodar, no Museu de Várzea de Calde

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O Ministério da Cultura vai ter uma linha de apoio de emergência de um milhão de euros devido ao coronavírus. Um financiamento que se destina a artistas e entidades culturais que se encontram numa situação vulnerável.

A pandemia da doença Covid-19 levou à suspensão de muitas áreas do setor cultural. No entanto, a esta linha de apoio só poderão concorrer as estruturas artísticas que ficaram de fora dos últimos concursos de apoio financeiro da Direção Geral das Artes. A Associação Cultural Binaural/Nodar, sediada em S. Pedro do Sul, é uma das entidades que não recebeu apoio no último concurso.

Luís Costa, diretor artístico da Binaural/Nodar, afirma que vai concorrer ao apoio. “Face a esta situação do coronavírus estamos, como muitas outras estruturas, numa situação delicada porque grande parte da nossa atividade decorre em contextos públicos na região de Viseu Dão Lafões. Estamos, neste momento, a recalendarizar a nossa atividade em função deste imprevisto e vamos candidatar-nos a todas as linhas que conseguirmos, também no sentido de, quando isto passar, podermos projetar o nosso trabalho com a energia de sempre e, no fundo, trabalhando em vários municípios da região e com atividades diferentes”, sustenta, acrescentando que todos os “apoios são bem vindos e vamos analisar com mais detalhe os seus termos e em que medida nos podemos candidatar”.

Sobre a programação para este ano da associação, Luís Costa refere que não há grandes alterações até à data. “Tínhamos agora planeado, para a altura da Páscoa, no mês de abril, já uma atividade intensa. Uma residência artística com a Universidade de Aveiro, que foi adiada para setembro. Algumas iniciativas no âmbito do nosso projeto apoiado pelo Viseu Cultura, mais trabalho de campo e em aldeias, e que vamos retomá-lo quando for possível”, explica.

O representante da Binaural/Nodar diz que “não houve uma alteração enorme” no plano, apesar desta pandemia os ter afastado um pouco da agenda. “No fundo as nossas atividades publicas acaba, por ser mais no verão, outono... portanto, à partida, penso que essa parte do plano de atividades será cumprida, pelo menos parcialmente”, remata.

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