22 Fev
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Académico empata com o FC Porto e tudo fica em aberto

por Redação

04 de Fevereiro de 2020, 22:43

Foto Igor Ferreira

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O Académico de Viseu empatou esta noite de terça-feira com o FC Porto por 1-1, em jogo a contar para as meias-finais da Taça de Portugal. Os golos foram marcados na segunda parte. O primeiro foi para os dragões por Zé Luís; o segundo foi ao 71 minutos por João Mário para a equipa da casa.

Presença notada no Estádio do Fontelo foi a do presidente do Académico, António Albino, que saiu do hospital para assistir ao jogo. O dirigente viu alguns minutos da primeira mão da meia-final da Taça de Portugal de futebol, frente ao FC Porto.

“Saí do hospital, claro, tinha de vir cá. Mas vim acompanhado com estes três médicos”, disse António Albino no intervalo do jogo. Hospitalizado há várias semanas a fazer tratamentos e com “prognóstico reservado”, o presidente academista lamentou ter de ir embora no início da segunda parte até porque, referiu, se “sentia bem”.

A doença do presidente do Académico de Viseu tem sido preservada pelo clube que, quando passou à meia-final da Taça de Portugal lhe dedicou a vitória e, hoje, quando foi anunciada a sua chegada, aos 23 minutos da primeira parte, foi recebido com o estádio a aplaudir.

O jogo da segunda mão da meia-final da Taça de Portugal está agendado para quarta-feira, dia 12 de fevereiro, às 20h45, no Estádio do Dragão.

FC Porto ‘pensou’ no Benfica e deixou-se empatar em Viseu

Um FC Porto de ‘poupanças’, em vésperas de receber o Benfica, foi a Viseu empatar 1-1 com o Académico. Os portistas, finalistas da última edição da prova rainha do futebol português, surgiram no Fontelo com oito novidades no ‘onze’ titular, entre as quais Vítor Ferreira e Zé Luís, que ‘desenharam’ o tento inaugural, anotado pelo cabo-verdiano, aos 59 minutos.

No entanto, o Académico de Viseu, presente pela primeira vez nesta fase da prova, não se fez de ‘rogado’ e conseguiu empatar o encontro aos 70 minutos, por intermédio de João Mário, adiando a decisão da eliminatória para a segunda mão, em 12 de fevereiro, no Estádio do Dragão.

Apesar do resultado insatisfatório, os ‘dragões’ partem para o segundo jogo em vantagem, tendo em conta o tento marcado fora de casa.

A quatro dias do clássico com o Benfica, para a Primeira Liga, Sérgio Conceição operou várias alterações, lançando Diogo Costa, Saravia, Diogo Leite, Romário Baró, Loum e o jovem Vítor Ferreira, num alinhamento que registou ainda os regressos de Luis Díaz e Zé Luís.

O avançado cabo-verdiano formou dupla de ataque com Moussa Marega e foi precisamente o maliano a desperdiçar uma ocasião soberana no arranque do jogo, depois de ter sido isolado com um passe de classe de Vítor Ferreira.

A formação portista teve pela frente um adversário que, sem causar grandes problemas ofensivos, também não lhe concedeu espaços na retaguarda, o que ajudou a evidenciar as dificuldades do FC Porto no último terço, sem criar situações verdadeiramente perigosas para Ricardo Fernandes.

Numa das poucas situações em que conseguiu escapar à pressão ‘azul e branca’, o Académico de Viseu chegou-se à frente, mas o remate de Fernando Ferreira foi tranquilamente ao encontro de Diogo Costa.

Seria precisamente num lance em que procurava construir no meio-campo do FC Porto, no segundo tempo, que o Académico se deixou surpreender, algo que, diante de equipas ‘grandes’, é quase sempre ‘fatal’.

Vítor Ferreira recuperou uma bola, conduziu o contra-ataque e assistiu Zé Luís, que, na cara de Ricardo Fernandes, não desperdiçou a oportunidade de voltar aos golos, algo que não sucedia desde 02 de dezembro, no triunfo portista sobre o Paços de Ferreira.

Contudo, o Académico de Viseu não se deixou intimidar pelo golo e, já depois de Romário Baró ter testado a atenção do guardião viseense, a resposta da equipa da casa foi ‘certeira’: Kelvin aproveitou o espaço concedido, cruzou para o interior da área ‘azul e branca’, onde surgiu João Mário a bater Diogo Costa.

Ato contínuo, o técnico do FC Porto substituiu Zé Luís e Marega por Corona e Soares, mas seria Nakajima, que tinha sido lançado pouco antes, a construir sozinho um lance que só não deu golo porque Ricardo Fernandes opôs-se de forma brilhante ao pontapé do japonês.

O Académico agarrou-se com ‘unhas e dentes’ ao empate, que deixa a eliminatória em aberto, mas também tem de agradecer a falta de discernimento de Saravia, que teve tudo para servir um companheiro de equipa em tempo de compensação, mas nem assistiu nem rematou e deixou que se perdesse um lance de golo evidente.