22 Fev
Viseu

Desporto

Académico fora da Taça de Portugal

por Redação

12 de Fevereiro de 2020, 22:38

Foto Arquivo Jornal do Centro

FC Porto venceu o Académico por 3-0 na segunda mão das meias-finais

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O Académico foi eliminado da Taça de Portugal pelo FC Porto depois de perder, por 3-0, na segunda mão das meias-finais, no Estádio do Dragão.

Depois do empate 1-1 em Viseu, Alex Telles, de grande penalidade, aos 19 minutos, inaugurou o marcador para os primodivisonários, tendo feito aos 64 a assistência para Zé Luís marcar o segundo golo, com Sérgio Oliveira, aos 72, a fechar o resultado.

Com este resultado, o FC Porto marcará presença pela 31.ª vez na final da prova, e depois de no ano passado ter sido finalista vencido, frente ao Sporting, vai, em 24 de maio, defrontar o Benfica, que se apurou, na terça-feira, após eliminar o Famalicão, na outra meia-final.

Os ‘azuis e brancos’ entraram determinados em desfazer a igualdade trazida da primeira volta, em Viseu, e mesmo com uma equipa que só manteve quatro titulares relação ao prévio desafio da Liga com o Benfica - Alex Telles, Uribe, Corona e Luís Diaz -, não demoraram a assumir o controlo do desafio.

Ainda assim, apesar da pressão, os comandados de Sérgio Conceição mostravam-se, na fase inicial, pouco assertivos na finalização, e mesmo dispondo de uma série lances de bola parada, não conseguiam ludibriar a coesa defesa viseense.

Só perto do minuto 20, quando os forasteiros vacilaram, num lance em que Mathaus empurrou o portista Zé Luís na área, os ‘dragões’ dispuseram da melhor oportunidade, numa grande penalidade que Alex Telles não desperdiçou.

O tento deu maior audácia ao FC Porto que, mesmo sem deslumbrar, foi tentando ampliar a vantagem, sobretudo com remates de meia distância, protagonizados por Manafá, Luís Diaz e Nakajima.

No outro lado, o Académico de Viseu, apesar de precisar de inverter o resultado desfavorável, não mostrava argumentos para beliscar o domínio contrário, não conseguindo suficiente ‘tração' nos seus contra-ataques, terminando o primeiro tempo sem um único remate à baliza de Diogo Costa.

Já o FC Porto, pouco antes do intervalo, teve uma chance soberana, quando após um cruzamento de Nakajima, Zé Luís, com a baliza à mercê, tentou o desvio, mas viu a bola ressaltar num adversário, mantendo o 1-0 no tempo de descanso.

No reatamento, a formação de Viseu ainda tentou aventurar-se em terrenos mais adiantados, mas sem resultados práticos, acabando por ser expor aos ataques dos ‘dragões', que num par de iniciativas de Luís Diaz e Zé Luís, estiveram perto dar volume ao marcador.

Nesta toada, acabou por não surpreender que, aos 64 minutos, o avançado cabo-verdiano do FC Porto voltasse a estar em destaque, mas desta feita com maior eficácia, desviando para o 2-0, um cruzamento de Alex Telles.

O segundo golo foi um golpe demasiado dura nas já ténues ambições dos viseenses em discutir a eliminatória, que ainda tentaram forçar os contragolpes, mas sem força para beliscar a superioridade dos locais.

Aos 72 minutos, coube ao recém-entrado Sérgio Oliveira desfazer qualquer dúvida sobre o desfecho da partida, desviando para o 3-0 um lance que, inicialmente, até foi assinalado como fora de jogo, mas que com recurso ao VAR foi validado.

Com o adversário completamente mercê e sem capacidade de reação, os ‘azuis e brancos' ainda forçaram a goleada, mas já sem coerência suficiente para infligir um castigo que seria demasiado pesado ao voluntarioso conjunto de Viseu.

Apesar do desfecho da eliminatória, o Académico de Viseu viveu um dia histórico desde a sua fundação, em 1914, ultrapassando a anterior marca máxima na prova: os quartos de final em 1978/79, caindo nessa eliminatória aos pés do Braga.