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Primeiro-ministro defende investimento na educação para combater assimetrias

por Redação

06 de Janeiro de 2020, 18:55

Foto Arquivo Jornal do Centro

Inaugurada escola de Lamego que recebeu investimento de quatro milhões de euros de requalificação

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O primeiro-ministro, António Costa, inaugurou esta segunda-feira as obras de requalificação da Escola Secundária Latino Coelho, em Lamego, que custaram 4 milhões de euros. No discurso de inauguração, António Costa disse que a aposta na Educação é estratégica para o país. “Temos de a continuar a pôr no centro das nossas preocupações”, assinalou, numa altura em que foi anunciada a reprogramação dos fundos do Portugal 2020 que vai disponibilizar 47 milhões de euros para a requalificação de escolas na região Centro. Uma verba que se junta aos 39 milhões de euros que já tinham sido anunciados em junho, destinados à requalificação de escolas no Norte.

“O maior défice estrutural que o país tem, aquele que acumulou durante séculos, aquele que durante séculos nos fez ficar para trás, foi mesmo o desinvestimento na educação”, disse António Costa em Lamego. Segundo o primeiro-ministro, o Governo tem vindo a resolver este défice e vai continuar a fazê-lo.

“Não podemos voltar a acumulá-lo, porque isso seria onerar o país de uma forma muito grave para o seu futuro”, frisou.

No seu entender, “a atenção maior” que tem de ser dada a áreas como a saúde, as forças de segurança e as Forças Armadas “não pode deixar de ser acompanhada” da colocação da educação no centro das preocupações.

“Porque a educação é estratégica para o presente e é sobretudo estratégica para o futuro”, justificou o primeiro-ministro.

Aludindo aos desafios estratégicos que o presidente da Câmara de Lamego, Ângelo Moura, apontou para o futuro, António Costa considerou que nenhum deles “pode prescindir da educação ou pode ser vencido sem a educação”.

“Quando falamos da correção de assimetrias regionais, é também de educação que temos de falar”, exemplificou.

Ângelo Moura referiu também a necessidade de valorizar os produtos endógenos da região.

“Se nós queremos efetivamente valorizar esses produtos endógenos, o que nós temos cada vez mais valorizar é o conhecimento e a sua aplicação a este território”, afirmou o governante, exemplificando com a qualidade dos vinhos portugueses, que o que têm a mais do que há 30 anos “é conhecimento dos solos, das castas e da sua combinação”.

Já relativamente às obras na Escola Latino Coelho, o diretor, José António Rocha, frisou que se tratou de uma intervenção profunda, mas que ainda faltam equipamentos. “Todas as salas têm mibiliário novo e quadro interativo, estamos a dotar a escola de equipamento tecnológico, mas aguardamos a chegada de alguns computadores e de equipamento de laboratório necessário à investigação”, salientou o responsável.