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Futuro da PSA de Mangualde depende do apoio do Governo

por Redação

21 de Fevereiro de 2020, 17:38

Foto Igor Ferreira

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O diretor-geral da unidade de Mangualde do grupo PSA, José Maria Castro, considerou hoje fundamental para o futuro da fábrica a produção de um novo modelo de baixas emissões, que poderia ser lançado em finais de 2023.

“O que estamos a imaginar para 2025 é que praticamente 70% do volume dos carros seja uma versão eletrificada”, disse José Maria Castro aos jornalistas, no final de uma visita do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, à unidade.

Segundo o responsável, “isso significa que a fábrica ficaria apenas com 30% de volume [de produção]” caso o projeto não avançasse, o que não considera viável.

“Sinceramente, tenho dificuldades em imaginar a fábrica sem conseguir este projeto”, frisou.

José Maria Castro contou que “o plano está construído, está pré-validado com a direção-geral”, e que este ano “vai ser crucial para assegurar que esta unidade vai ter o projeto de futuro efetivamente validado e consolidado”, precisando quer do apoio do Governo, quer dos trabalhadores.

Com o Governo tem “discutido de maneira muito positiva”, mas com os trabalhadores é preciso ainda “conseguir criar as condições de paz e clima social” que permitam “executar esse projeto com tranquilidade”, afirmou.

Em 31 de dezembro, os trabalhadores da PSA terminaram uma greve aos turnos de sábado que vinham mantendo desde junho contra a bolsa de horas em vigor.

José Maria Castro quer poder validar, com as organizações representantes dos trabalhadores, “um projeto a médio prazo” que permita lançar o novo modelo, sobre o qual preferiu não avançar detalhes.

“Temos que nos sentar a negociar com os representantes dos trabalhadores. Temos que conseguir criar as condições de paz social que nos permitam consolidar o projeto, porque, mesmo com o apoio do Governo, se não temos condições para o executar, não o vamos executar”, frisou.

O responsável disse que foram feitos dois pedidos aos trabalhadores para a negociação avançar: “um 'reset' de todo o conflito”, não podendo haver processos judiciais abertos, e “respeitar o que vai ser acordado”.

“Estamos à espera de uma resposta, que esperamos positiva, para nos podermos sentar a negociar”, realçou.

O diretor-geral da unidade de Mangualde esclareceu que “negociação é criar condições de competitividade, mas também melhorar condições de bolsas de horas, de atividades, etc”.

Este projeto envolve “18 milhões de euros para melhorar a competitividade, para industrializar o carro, para dar mais uma volta à fábrica”, acrescentou.

Pedro Siza Vieira disse aos jornalistas que “todas as empresas deste setor, no futuro, vão ter que capacitar as suas unidades de produção para que os veículos que produzem sejam cada vez menos poluentes”.

“O projeto mais imediato que queremos ver concretizado é precisamente o de um veículo de base de baixas emissões para melhorar o portefólio desta fábrica”, acrescentou.

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