22 Fev
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Jornal do Centro assinala Dia Mundial da Rádio

por Redação

13 de Fevereiro de 2020, 18:26

Foto Igor Ferreira

Programa especial decorreu no Rossio, em Viseu

CLIPS ÁUDIO

13 Fev 2020

Micaela Costa

13 Fev 2020

Ana Bento

O Jornal do Centro realizou esta tarde de quinta-feira (13 de fevereiro) uma emissão especial para assinalar o Dia Mundial da Rádio. A partir do Rossio, em Viseu, passaram pelo estúdio improvisado vários convidados que já tiveram ou têm como ocupação o mundo da rádio.

É o caso de Micaela Costa, antiga jornalista da Radio Jornal do Centro, que relembrou os primeiros passos à frente do microfone.

“No início, eu lia os noticiários de pé. Eram tantos nervos que não conseguia ler sentada. Tinha de ler de pé durante muito tempo. Eu falava da responsabilidade e da dificuldade que é fazer rádio, não é uma coisa marcante. Mas, para mim, é engraçado porque foi giro introduzir-me na rádio durante algum tempo e era assim que eu fazia”, diz.

O projeto da Rádio Rossio, produzido ao ar livre, que noutros tempos marcou a cidade de Viseu e que nos últimos três anos tem sido reinventado pela associação Gira Sol Azul, também foi lembrado neste Dia Mundial da Rádio por Ana Bento.

“Acho que é engraçado percebermos como é que pomos em prática uma ideia que não é nova, mas também como podermos reinventá-la, usá-la e usufruir dela e, por outro lado, como é que há estas ligações todas e vamos descobrir que, em 1978, havia uma rádio que funcionava naqueles moldes e com o mesmo nome. Até o nome foi uma grande coincidência”, conta.

Ana Bento acrescenta que o projeto, que tem agora o ponto central no Parque Aquilino Ribeiro, teve mesmo o seu início na praça do Rossio. “Foi por isso e também foi na ideia do Rossio. Não tinha de ser este Rossio específico. A ideia do Rossio não é a de ser uma praça central de uma cidade, onde as pessoas se encontram. Portanto, foi uma série de coincidências interessantes”, remata.

Agostinho Bizarro, locutor da VFM, sediada em Vouzela, falou acerca de uma rádio sobretudo escutada pela manhã e noite, no carro e durante pouco tempo.

O radialista acrescentou que nalguns casos a rádio é ouvida e não escutada. Aproveitou, ainda, para chamar a atenção sobre este dia. “Curioso que o dia da rádio surgiu quando ela estava a ‘morrer’ e ainda não morreu”, referiu.

De resto, este foi um tópico abordado durante a tarde: a rádio sobreviveu ao vídeo, à televisão e às novas tecnologias, reinventando-se.

Diogo Pereira, antigo colaborador da Rádio Jornal do Centro e atual jornalista na Antena 1, afirmou que fazer é um “sonho concretizado” e relevou “o papel importante da rádio enquanto companhia”.

Francisco Favinha, que também passou pela Rádio Jornal do Centro e é, atualmente, diretor de comunicação no Clube Desportivo de Tondela, e Joaquim Alexandre, cronista no Jornal do Centro, fecharam o painel de uma tarde em que a rádio foi lembrada e celebrada.

A emissão especial do Dia Mundial da Rádio volta a sair à rua esta sexta-feira (dia 14) com duas horas dedicadas ao Dia dos Namorados. Sintonize, a partir das 8h00, no Mercado 2 de Maio, em Viseu.

Dia da Rádio celebrado pelo Jornal do Centro no Rossio de Viseu