04 Abr
Viseu

Região

Ministra da Saúde deixa cair projeto do centro oncológico para o Hospital de Viseu

por Redação

18 de Fevereiro de 2020, 09:34

Foto Arquivo Jornal do Centro

Marta Temido garante que obras nas urgências vão estar prontas até final de 2021

CLIPS ÁUDIO

18 Fev 2020

Marta Temido, ministra da Saúde

18 Fev 2020

Marta Temido fala sobre os projetos da radioterapia e do centro oncológico

18 Fev 2020

Marta Temido deixa garantias sobre a unidade de radioterapia

18 Fev 2020

Paulo Almeida, vice-presidente da CIM Viseu Dão Lafões

As obras nas urgências do Hospital de Viseu vão estar prontas até ao final do próximo ano. A garantia foi deixada na noite de segunda-feira (18 de fevereiro) pela ministra da Saúde, Marta Temido, aos autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões.

“Aquilo o que partilhámos entre todos foi o calendário estimado para a conclusão desta obra, que é sensivelmente no final de 2021. Esta é uma obra que tem um calendário de execução que, só na empreitada, são cerca de 400 dias. Há depois um conjunto de fases prévias que se prendem com o que está a decorrer de concursos, audiências prévias e vistos do Tribunal de Contas, que consumirão o restante tempo”, explicou a governante.

A ministra da Saúde também discutiu com os presidentes de câmara da região de Viseu Dão Lafões o projeto do centro oncológico, que Marta Temido deixou cair, pelo menos para já. A governante falou antes da construção de uma unidade de radioterapia, que depois pode evoluir para centro oncológico. Segundo Marta Temido, o projeto pode contar com várias fases no seu desenvolvimento.

“A primeira fase é a radioterapia e prende-se com a possibilidade de ter aqui dois bunkers e um acelerador linear para que os doentes façam aqui radioterapia subsequente a tratamentos de oncologia. Há outras fases possíveis, mas que estudaremos a seu tempo”, referiu.

Marta Temido disse que o centro oncológico não avança logo, por dois motivos “que não têm a ver com questões financeiras”. “Têm a ver com recursos humanos e com a escala de tratamento em oncologia. Sabemos hoje que, por um lado, estes são recursos escassos a nível nacional e, por outro lado, nestas áreas o número de doentes em tratamento é muito importante para a qualidade técnica dos profissionais. Temos de avaliar se os doentes serão melhor tratados aqui ou noutro sítio”, admitiu.

Aos jornalistas, Marta Temido disse ainda que a radioterapia vai ser uma realidade até ao final desta legislatura, “para que deixássemos as pontas para aquilo que é o futuro, que nos coube todos a preparar”. O projeto ainda está a ser desenvolvido pela administração do Centro Hospitalar Tondela-Viseu.

“O novo calendário para entregar o projeto vai até ao final deste mês de fevereiro. Já houve um esboço inicial do projeto, mas que não correspondia ao que tinha sido autorizado na altura pelo senhor secretário de Estado em 2017. Foi necessário refazer”, detalhou.

CIM está atenta ao calendário

Do lado dos autarcas, o vice-presidente da CIM Viseu Dão Lafões garantiu que a comunidade vai estar atenta ao cumprimento destes calendários, recordando que os prazos apontados nos últimos anos nunca foram cumpridos. Ainda assim, Paulo Almeida considerou aceitável que as obras de ampliação das urgências estejam prontas em 2021.

“Se estiver concluído no final do próximo ano, acho que já é uma boa solução, para quem não tinha qualquer noção até há pouco tempo. Tendo a consciência dos prazos que estão associados, acho que seria bom para a região”, disse o também autarca de Castro Daire.

Já quanto à radioterapia, a CIM está disponível para ajudar a financiar a obra, mas não desiste do centro oncológico.

“Aceitamos que a ministra da Saúde acolha a Comunidade Intermunicipal como um aliado para, dentro do PO [programa operacional] regional, defendermos o centro oncológico na sua globalidade a curto prazo. Como o próximo período de programação está a ser trabalhado neste momento, [é importante] ter a CIM como aliado para que a solução prevista seja global e não apenas esta primeira fase [da radioterapia]”, rematou Paulo Almeida.

Ouça e trabalhe ao mesmo tempo

Destaques

Podcasts