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Protesto no Rossio por obras nas Urgências e Centro Oncológico

por Redação

18 de Janeiro de 2020, 12:13

Foto Arquivo Jornal do Centro

Manifestação marcada pela Liga dos Amigos e Voluntariado para dia 25 de janeiro

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A Liga de Amigos e Voluntariado do Centro Hospitalar Tondela Viseu marcou para o dia 25 de janeiro (sábado) uma manifestação por melhores condições no Serviço de Urgências e pela criação do Centro Oncológico.

A organização, que apela a todos para comparecerem no Rossio às 15h00, diz que “basta de promessas” de “submissão ao poder que nos esquece”.

O protesto, que tem vindo a ser organizado há várias semanas, surge mesmo depois da ministra da saúde ter anunciado, a 9 de janeiro, a verba que vai ser aplicada na ampliação das Urgências e a abertura de um novo concurso para as obras. Um concurso que chegou a ser aberto mas que posteriormente foi anulado por atraso na disponibilização das verbas.

“Ao Serviço de Urgência acorrem diariamente doentes urgentes desta vasta região e nele passam horas incontáveis para serem socorridos, muitas vezes em situação de enorme fragilidade, atendimento que deveria ser prestado de forma célere e em condições de dignidade e conforto, quer para o doente, quer para os profissionais. Há décadas que são exigidas ao poder central obras de beneficiação e alargamento. Esta questão tem-se arrastado, sem que nada tenha sido feito”, refere, em comunicado, a Liga, que volta a reforçar que “basta” dos “sucessivos avanços e recuos” e do “imobilismo dos que têm governado o país”.

Também a criação do Centro Oncológico está nas reivindicações, uma obra “prometida há muito”, mas que “não passa hoje de uma já gasta placa colocada, e escondida, no meio de altas ervas e de carros estacionados” (o anúncio foi feio em maio de 2017).

“Os nossos doentes não têm condições no Hospital de Dia Oncológico que já há muito não tem capacidade para acolher quem sofre. Para realizarem radioterapia continuam e ter de atravessar o malcuidado IP3 ou então Vila Real. Para realizar este tratamento de minutos gastam-se horas e dias inteiros”, descreve a Liga.

Estas suas duas razões pelas quais a organização da manifestação diz que Viseu não pode “continuar a comer e calar”.

“Viseu e a sua vasta região continuam a ser filho de um deus menor e têm um Hospital Central que cada vez o é menos. É hora de dizer basta. É tempo de mostrar quantos somos e o que valemos. Chegou o momento de exigir obra e deixarmos de acreditar em promessas”, apela a Liga.

 

 

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