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O presidente da Câmara de Viseu anunciou que foi aprovado o concurso para a elaboração do projeto que vai dar vida ao Centro de Artes e Espetáculos de Viseu e afastou de vez a hipótese do Pavilhão Multiusos se transformar no Arena Viseu como chegou a ser anunciado.
Na reunião desta quinta-feira do executivo, Fernando Ruas voltou a falar do Centro de Artes, o projeto que quando deixou a autarquia em 2013 foi aquele que “mais mágoa” lhe causou por não ter ficado concluído.
“Na altura não o fizemos por falta de tempo, agora vamos lançar o concurso para a elaboração do projeto que teve de ser atualizado”, frisou o autarca social-democrata que anunciou que este novo espaço não vai substituir outras salas de espetáculo da cidade, antes vais ser um complemento quer ao Pavilhão Multiusos, quer ao Teatro Viriato.
O autarca aproveitou ainda para dizer que o Pavilhão Multiusos manterá a sua função que sempre teve desde que foi construído e que o projeto que tinha sido anunciado para o transformar em Viseu Arena, em parceria com uma empresa de espetáculos, não tem “nada “ para avançar, realçando que o protocolo que tinha sido assinado com o anterior executivo já terminou no início de 2021.
Segundo Fernando Ruas, o centro de artes, a ser construído junto ao Tribunal Judicial na Avenida da Europa, não será apenas uma sala de espetáculos. “Queremos uma estrutura polivalente para ter vida durante todo o ano”, disse.
“Se há alguma ideia que está maturada na Câmara é esta”, reforçou.
Uma certeza que não é a dos vereadores do PS que votaram contra a abertura do concurso. “A solução apresentada agora pelo executivo municipal parece-nos curta na ambição da resposta efetiva que um equipamento desta natureza deve ter e proeminente no custo efetivo que a obra vai ter”, sustentou Marta Rodrigues na declaração de voto.
Os socialistas exemplificam com o número de lugares e com o preço da obra. “O Centro de Artes e Espetáculos terá uma lotação variável com o máximo de 764 lugares no Auditório Interior e 700 lugares no Auditório Exterior, o que na prática e tendo em conta as potencialidades que estas infraestruturas podem oferecer, poderá ser economicamente inviável, ou pouco atrativa para grandes espetáculos ou promoção de eventos como congressos e outros”, frisam, destacando que o valor da obra é de 15,5 milhões de euros.
“Consideramos que esta opção é prejudicial ao concelho de Viseu. A verdade, é que o Município tinha já em mãos o projeto Viseu Arena que visava a requalificação global, o upgrade técnico e a modernização do Pavilhão Multiusos. Este projeto tinha uma capacidade para 5.500 espectadores, sendo que seria a maior Sala de Espetáculos da Região Centro do País, tendo um valor estimado na ordem dos 5,7 milhões de euros. Foram gastos neste projeto, cerca de 200 mil euros para a elaboração do projeto de execução”, recordaram os vereadores.
O projeto do Centro de Artes deverá ser feito no prazo de nove meses, considerando Fernando Ruas que haverá condições para depois financiar a obra com fundos comunitários.
A componente nacional estará garantida no âmbito de uma operação urbanística prevista para aquela zona da cidade, onde a Câmara tem um terreno que pretende urbanizar, acrescentou o autarca.