Biblioteca Municipal de Viseu
cine forum penedono
autocarros elétricos assinatura contratos
quartos apartamentos imobiliário viseu foto jc
arrendar casa
João Martins Casa com Casa

Em Covas do Monte, São Pedro do Sul, a vida segue o…

03.04.25

A Chocolataria Delícia está a fazer sucesso com o chocolate mais procurado…

02.04.25

A taróloga Micaela Souto Moura traz as previsões do Tarot, na semana…

01.04.25
joão azevedo
LEONEL_FERREIRA_Autarquicas_2025
josé antonio santos lamego ps
Home » Notícias » Diário » Estudar é para todos e a etnia não pode ser uma questão

Estudar é para todos e a etnia não pode ser uma questão

pub
 Estudar é para todos e a etnia não pode ser uma questão - Jornal do Centro
13.04.24
fotografia: Jornal do Centro
partilhar
 Estudar é para todos e a etnia não pode ser uma questão - Jornal do Centro
13.04.24
Fotografia: Jornal do Centro
pub
 Estudar é para todos e a etnia não pode ser uma questão - Jornal do Centro

Vânia Lourenço e Verónica Lourenço são irmãs, são de Viseu, e estudam no ensino superior. Vânia terminou o curso de Direito, no Porto, e Verónica está a terminar Relações Internacionais, em Coimbra. A história das duas irmãs é igual a milhares de outras histórias, mas o facto de serem ciganas chama a atenção. Uma atenção que elas não querem por acreditarem que estudar é para todos e que a etnia não pode ser uma questão.

“O que queremos é normalizar, porque isto tem que ser normal. Espero que nos próximos anos não tenha que se falar tanto, porque é sinal que já é algo normal”, atira Verónica. Ainda assim, afirma, “é um orgulho ser um exemplo para outras crianças da comunidade”.

Já a irmã, Vânia, prefere lembrar que ser um exemplo é “muito bom”, mas também uma grande responsabilidade. “É sempre muito difícil ser um exemplo. Se por um lado temos os nossos objetivos pessoais, por outro, se não aguentamos a pressão e desistimos ou corre mal é um peso. Temos receio de defraudar as expectativas de crianças que olham para nós e dizem que querem ser como nós, estudar, ter uma profissão”, afirma.

Vânia e Verónica entraram no ensino superior através de um projeto – Programa Operacional Para a Promoção da Educação (Opre) – que saiu da cabeça de Bruno Gonçalves e que, em oito anos de existência, já permitiu licenciar 40 jovens e seis concluíram mestrado.

Mas foram os pais de Vânia e Verónica os grandes responsáveis pela entrada das jovens no ensino superior. “Foi o apoio do meu pai que me levou a seguir os estudos. Ele reconhece a experiência de vida dele e a falta de oportunidades e quis incentivar-nos para que o nosso percurso fosse diferente”, conta Vânia, a primeira das irmãs e ingressar no curso superior.

A entrada de tantos jovens da comunidade no ensino superior, contam, é sinal das mudanças dos tempos, uma ideia partilhada por Bruno Gonçalves que acrescenta que “as mentalidades mudam, incluindo a dos elementos da comunidade”.

“Mentalidades não se mudam de um dia para o outro, é geracional, demora gerações. Há necessidade de as pessoas terem um pouco de paciência, mas não têm”, sublinha.

Segundo Bruno Gonçalves, Viseu é das cidades com mais estudantes ciganos no ensino superior. Além de Vânia e Vanessa há ainda um outro jovem no curso de direito, mas que, entretanto, já não está no concelho. Vânia e Verónica foram as responsáveis por apresentar os livros de Bruno Gonçalves que, afirmam, “são ótimos instrumentos para mudar ideias e acabar com preconceitos”.

“Os livros são um instrumento muito bom, clarificador do que é o cigano e as comunidades ciganas. Toda a gente que tem preconceitos deveria ler, sobretudo o “Conhece-me antes de me odiares”, afirmam.

pub
 Estudar é para todos e a etnia não pode ser uma questão - Jornal do Centro

Outras notícias

pub
 Estudar é para todos e a etnia não pode ser uma questão - Jornal do Centro

Notícias relacionadas

Procurar