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O processo de produção do Barro Negro de Molelos (concelho de Tondela), do qual há testemunhos pelo menos desde finais do século XIX, foi inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
O anúncio da inscrição, publicado esta quarta-feira (2 de abril) em Diário da República, aconteceu na sequência de uma candidatura apresentada em junho de 2023 pela Câmara de Tondela.
“É o culminar de um importante trabalho de mérito desenvolvido pelo município, com o apoio da Junta de Freguesia de Molelos e os nossos sete oleiros e ceramistas, e que vem afirmar ainda mais a louça preta de Molelos, que é atualmente a maior comunidade ativa de barro negro em Portugal”, frisou a presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges.
Segundo a autarca, “esta classificação é determinante para a preservação e valorização deste património secular, mas também da soenga”, que é a mais antiga forma de cozer louça em Molelos (numa cova circular aberta na terra que funciona como forno).
“Com a inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, o barro negro deixa de ser um bem de Molelos e de Tondela e passa a ser um património nacional, que terá de ser protegido por todos”, sublinhou.
Carla Antunes Borges disse ainda que a inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial também vem reconhecer o esforço feito pelos oleiros e ceramistas “que, ao longo de décadas, lutam por manter viva esta tradição secular, fazendo dela o seu modo de subsistência”.
Em Molelos, sete oleiros e ceramistas mantêm viva esta tradição. Se antigamente esta louça era exclusivamente utilitária, a nova geração de oleiros enveredou pela modernidade, ancorando-se nos saberes e técnicas tradicionais transmitidos pelos antigos artesãos, mas apostando na inovação, no aperfeiçoamento técnico e numa abordagem mais criativa.
Desde março de 2024 que o Barro Negro de Molelos é um produto artesanal certificado, encontrando-se inscrito no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas, também na sequência de um processo liderado pela autarquia.
Carla Antunes Borges congratulou-se por mais este reconhecimento para o concelho, que assim passará a ter dois bens classificados como património imaterial nacional, juntando-se o Barro Negro de Molelos à Festa das Cruzes do Guardão, cuja decisão foi conhecida em janeiro.
“Este sempre foi o nosso objetivo: lutar pela preservação e valorização da nossa cultura e pelo que temos de melhor”, realçou.
A autarca acrescentou que o executivo continua a lutar pela promoção do território, das suas gentes e cultura e, nesse âmbito, está “a concluir também a candidatura das Construções de Pedra Seca do Caramulo ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial”, um processo que conta também com municípios vizinhos.