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Exposição apresenta obra inspirada em álbum onde aparece antigo bispo de Viseu

 Exposição apresenta obra inspirada em álbum onde aparece antigo bispo de Viseu
21.07.24
fotografia: Jornal do Centro
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 Exposição apresenta obra inspirada em álbum onde aparece antigo bispo de Viseu
16.09.24
Fotografia: Jornal do Centro
 Exposição apresenta obra inspirada em álbum onde aparece antigo bispo de Viseu

O “Álbum de Glórias”, de Bordalo Pinheiro e na qual aparece personalidades como o antigo bispo de Viseu, D. António Alves Martins, serviu de inspiração para uma das criações que estão em exposição desde quinta-feira no Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa.

A mostra “Paródia Cega” revela trabalhos de jovens artistas emergentes, cujas obras refletem as do artista do século XIX que dá nome ao museu.

Um dos artistas, Francisco Menezes, realizou um vídeo em que se mostra a passear no jardim do Campo Grande, vizinho ao museu, e a recolher água no jardim Bordalo Pinheiro. “Parece nada ter a ver com Bordalo mas tem uma ligação à criação ‘Álbum de Glórias’”, disse Tiago Guerreiro, responsável pela comunicação do Museu Bordalo Pinheiro.

O “Álbum de Glórias” foi publicado entre 1880 e 1902. Aqui o caricaturista satirizou algumas figuras e factos da sociedade e da cultura portuguesas, como os atores João Anastácio Rosa, “artista contencioso e impermeável”, assim dizia a legenda, e Taborda, “o homem que faz rir”, ou o rei Fernando II, marido da rainha Maria II, identificado “com-sorte”.

As caricaturas eram publicadas acompanhadas de um texto biográfico satírico, assinado por João Rialto, pseudónimo do poeta e jornalista Guilherme de Azevedo que pertenceu ao movimento cultural da Geração de 70, e por João Ribaixo, pseudónimo do escritor Ramalho Ortigão.

Entre as 39 personalidades satirizadas estão os escritores Eça de Queirós e Bulhão Pato, o bispo de Viseu António Alves Martins, a princesa Rattazzi, escritora, “um turbilhão vestido com o melhor estofo”, como escreveu Rialto, e nem escapou a Carta Constitucional, a segunda Constituição Portuguesa de 1826.

Ema Moro, Francisco Menezes, Léna Lewis-King e Vasco Barata são os artistas escolhidos, cujas obras vão estar expostas até 29 de setembro. Estas obras resultam de uma residência artística de cerca de um mês no Museu Bordalo Pinheiro, remunerada em mil euros.

O título “Paródia Cega” justifica-se pelo facto de a exposição ficar patente na sala Paródia do Museu, numa alusão ao jornal A Paródia, que Bordalo Pinheiro (1846-1905) dirigiu entre 1900 e 1907. “Por outro lado, os artistas nunca se encontraram e fizeram os seus trabalhos ‘às cegas’ sem saberem um dos outros”, disse à agência Lusa Tiago Guerreiro.

Vasco Barata, por exemplo, expõe desenhos abstratos. “Aparentemente não se percebe a ligação a Bordalo, mas na verdade todos eles têm elementos de obras ou ligados aos ideais do artista plástico”, explicou Tiago Guerreiro. O projeto intitula-se “Beget II”.

Barata é doutorando em Arte Contemporânea, no Colégio das Artes, em Coimbra, e está representado em diversas coleções institucionais e privadas.

“Desenrascar” é o título da proposta de Emma Moro, licenciada pela Faculdade de Arte e Animação de Moscovo, e que continua a sua formação na área da ilustração no Ar.Co (Centro de Artes e Comunicação Visual), em Lisboa.

A britânica Lena Lewis-King é uma cineasta e artista cujo trabalho explora as intersecções entre sistemas, a teoria pós-humanista feminista, fenómenos da experiência, ecologia e tecnologias.

Estudou Cinema na Kingston University, em Londres, e apresenta no Museu Bordalo Pinheiro o filme “Dentro da Boca”.

O projeto das residências artísticas iniciou-se em 2021, sendo esta a quarta edição. O projeto visa aproximar artistas contemporâneos da obra bordaliana.

“Paródia Cega” é a quarta exposição que o museu vai ter patente, em simultâneo com “Spam Cartoon”, inaugurada em maio, “Conversas Soltas”, entre Guerra Junqueiro e Bordalo, patente desde março, e “Bordalo em trânsito”, que pode ser vista até novembro, além da coleção permanente e das exposições virtuais, disponíveis no ‘site’ do museu, uma dedicada à produção cerâmica e outra sobre a Lisboa de Bordalo.

As exposições marcam a agenda enquanto o museu aguarda obras para apresentar a sua nova exposição museográfica.

“O museu está a meio gás”, disse Tiago Guerreiro à Lusa, explicando que as obras estão previstas desde 2021. Não são estruturais, mas necessárias para melhor apresentar a coleção, concluiu.

A nova exposição museográfica está prevista para o próximo ano, devendo as obras serem concluídas até lá.

 Exposição apresenta obra inspirada em álbum onde aparece antigo bispo de Viseu

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