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Aristides de Sousa Mendes, o ex-diplomata que salvou milhares de pessoas do regime nazi e do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, desobedecendo às ordens do governo então liderado por Oliveira Salazar, morreu há 71 anos.
Esta quinta-feira, 3 de abril, assinalam-se 71 anos da morte de Aristides de Sousa Mendes, o diplomata português que salvou milhares de vidas durante a Segunda Guerra Mundial. Nasceu em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, a 19 de julho de 1885, e é lembrado como um “herói” que desafiou as ordens do regime salazarista para salvar refugiados do regime nazi e do Holocausto.
Aristides de Sousa Mendes desobedeceu às ordens do governo português, liderado por Oliveira Salazar, e emitiu vistos a milhares de refugiados, especialmente judeus, que fugiam da perseguição nazi. Estima-se que tenha salvado cerca de 30 mil pessoas.
A sua coragem e humanidade foram reconhecidas internacionalmente. Em 1966, o Estado de Israel concedeu-lhe o título de “Justo entre as Nações”, uma honra atribuída a não-judeus que arriscaram a vida para salvar judeus durante o Holocausto. Em Portugal, a Assembleia da República aprovou, em 1988, a reintegração póstuma de Aristides na carreira diplomática e concedeu-lhe a Ordem da Liberdade.
Em 2020, a Assembleia da República aprovou a concessão de honras de Panteão Nacional a Aristides de Sousa Mendes, que foi homenageado em outubro de 2021. A Casa do Passal, onde nasceu, foi inaugurada como museu em sua homenagem a 19 de julho de 2024, data que assinala o seu aniversário.
Aristides de Sousa Mendes morreu a 3 de abril de 1954, no Hospital Franciscano para os Pobres, em Lisboa. Hoje, 71 anos depois, a sua memória é lembrada como um exemplo de coragem, humanidade e compaixão.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, salientou, durante a inauguração do Museu em Cabanas de Viriato, que o feito de Aristides de Sousa Mendes mudou o país e o mundo. “Aristides de Sousa Mendes mudou a história de Portugal e projetou Portugal no mundo. Mudou a história de Portugal nesse momento trágico chamado genocídio em plena guerra mundial. Porque de genocídio se tratava, já na perseguição de comunidades, que haveria de acabar em Holocausto”, afirmou.
Os restos mortais de Aristides de Sousa Mendes permanecem em Cabanas de Viriato, no distrito de Viseu, onde nasceu Aristides. Embora tenha sido agraciado com honras de Panteão Nacional em 2021, os seus restos mortais não foram trasladados para o Panteão Nacional, em Lisboa, e permanecem em Cabanas de Viriato.
A Casa do Passal, onde Aristides de Sousa Mendes nasceu, foi inaugurada como museu em sua homenagem em julho de 2024. O museu é um “local de memória e reflexão sobre a vida e o legado de Aristides de Sousa Mendes”.