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Há cinco anos que a GNR de Viseu estava a investigar um grupo que se fazia passar por falsos bombeiros e elementos de outras entidades, com o objetivo de burlar instituições e pessoas.
Os suspeitos, maioritariamente do distrito de Viseu, usavam esquemas, como venda de rifas, para enganar e angariar dinheiro que nunca chegava às instituições que diziam estar a representar. Em causa estarão burlas de milhares de euros.
Ao longo dos últimos anos, foram várias as queixas apresentadas por corporações de bombeiros e nas redes sociais multiplicavam-se os relatos de pessoas que se diziam enganadas. O grupo atuava em zonas de grande movimento, como feiras ou nas estradas junto a semáforos.
“Esta é uma operação que foi desenvolvida pelo Destacamento Territorial de Viseu, através do Núcleo de Investigação Criminal e que culminou na constituição de 10 arguidos, sendo duas pessoas coletivas e oito homens”, explicou aos jornalistas o comandante em suplência da GNR de Viseu.
Segundo o tenente João Gomes, a operação “The Scheme” permitiu identificar oito homens, com idades entre os 24 e os 76 anos, e duas empresas. Os suspeitos terão cometido vários crimes de branqueamento de capitais, burla qualificada e associação criminosa em todo o território nacional.
Os arguidos “funcionavam em rede e utilizavam elementos fraudulentos para se fazerem passar por outras pessoas e entidades de solidariedade social”, acrescentou.
Esta quarta-feira (2 de abril), a GNR levou a cabo 20 buscas, 13 domiciliárias e sete em veículos, nas localidades de Moimenta da Beira, Braga, Magoito, Amadora, Queluz, Agualva-Cacém, Loures e Pombal.
Através destas diligências, foram apreendidos 27.843 euros em numerário, dezenas de artigos de vestuário e bens associados a instituições/entidades de solidariedade, seis telemóveis, um tablet, dois computadores, extratos de transferências e de depósitos bancários (alguns internacionais) e cartões de identificação.
João Gomes esclareceu ainda que o grupo “apresentavam documentos oficiais e verdadeiros de concursos autorizados”, o que permitia não levantar suspeitas.
“Eles agiam um bocadinho a coberto desses concursos, mas, na generalidade, não davam rifas, faziam era peditório”, disse.
A operação envolveu 68 militares, contando com o reforço da estrutura de Investigação Criminal e da valência territorial dos Comandos Territoriais de Braga, Leiria e Lisboa, e da Direção de Investigação Criminal da GNR.