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Praça em Jerusalém com o nome de Aristides de Sousa Mendes

por Redação

31 de janeiro de 2020, 17:48

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

Jerusalém, em Israel, vai ter uma praça com o nome de Aristides Sousa de Mendes, antigo cônsul português em Bordéus que colocou em risco a sua carreira de diplomata ao desobedecer a ordens do governo de Salazar, quando decidiu emitir milhares de vistos a refugiados para escaparem ao regime nazi.

A nova praça ficará nas imediações do Yad Vashem, o Centro de Memória do Holocausto, avançou o embaixador de Israel em Lisboa, Raphael Gamzou.

O Presidente da República, que esteve em visita oficial a Israel, manifestou a vontade de regressar para a inauguração da futura praça. O seu plano era “ter agora participado na inauguração da praça” ou, pelo menos, “na primeira pedra que fosse colocada”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, lamentando: “Mas infelizmente ainda não há praça”.

Comemorações

O nome do Presidente da República foi um dos mais de 40 chefes de Estado que foram convidados para participar no quinto Fórum Mundial sobre o Holocausto, que assinala o 75º aniversário da libertação dos campos de Auschwitz-Birkenau.

Segundo uma nota divulgada no portal da Presidência da República na internet, a participação de Marcelo Rebelo de Sousa nesta cerimónia “constituirá uma oportunidade para contactar com os sobreviventes de um dos momentos mais sombrios da História da Humanidade e para lembrar os feitos corajosos de todos aqueles que, como o cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, contribuíram para aliviar o sofrimento de alguns, num momento tão difícil”.

A inclusão do nome do cônsul português, natural de Carregal do Sal, na toponímia de Jerusalém foi proposta há mais de dois anos, pela Sousa Mendes Foundation com sede em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

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