30 set
Viseu

Mangualde

Produção da PSA Mangualde atinge máximos

por Redação

10 de janeiro de 2020, 17:53

Foto Arquivo Jornal do Centro

Fábrica automóvel teve a melhor produção de sempre

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No ano em que começaram a ser produzidos, pela primeira vez em Mangualde, os modelos da Opel Combo, a fábrica de automóveis repetiu novo aumento de viaturas. Segundo a administração da PSA, a produção atingiu em 2019 um total de 77 607 unidades produzidas, “um aumento de 23 por cento em relação a 2018” ano em que foram feitos mais de 63 mil veículos. “São já quatro anos consecutivos de crescimento”, refere a empresa.

O valor de produção conseguido no ano passado permite à empresa atingir o maior volume anual da sua história, ao ultrapassar a marca de 64 mil carros produzidos no ano de 2007.

Na fábrica de Mangualde estão a ser produzidas para além da nova geração de veículos comerciais ligeiros e de passageiros das marcas Peugeot e Citroën, desde o passado mês de outubro também viaturas para a Opel, nomeadamente a Opel Combo Life e Combo Van. A produção do modelo Combo é partilhada com a fábrica de Vigo, em Espanha. No total dos modelos, refere a fábrica, saem diariamente das linhas de produção, 330 veículos. Em relação às expetativas para o ano de 2020, a Peugeot Citroën de Mangualde lembra que a “indústria automóvel vive um momento de mudança, por isso o cenário para 2020 ainda é muito incerto”.

Greve dos trabalhadores chega ao fim

Com o final do ano terminou a greve dos trabalhadores da PSA Mangualde ao trabalho extraordinário. O protesto, aos turnos dos sábados, tinha iniciado em junho de 2019 contra a bolsa de horas implementado na empresa há vários anos. O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro Norte tem agora expetativa de dialogar com a administração.

O sindicalista Telmo Reis, também trabalhador na PSA Mangualde, contou ao Jornal do Centro que o objetivo passa por “tentar chegar a um diálogo com a administração” e ver o que estão abertos a fazer no sentido de “melhorar ou acabar com a bolsa de horas” em vigor até ao último trimestre de 2020.

Durante os vários meses de protesto e perante as queixas do sindicato à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) foram, segundo o sindicato, levantados dois autos à fábrica de automóveis. “Um por violação do descanso das jornadas de trabalho e outro pelo não pagamento dos proporcionais do prémio de assiduidade aos trabalhadores grevistas que cumpriram sempre com as 40 horas semanais de trabalho”.

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