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Termas de S. Pedro do Sul com mais aquistas

por Redação

27 de janeiro de 2020, 17:00

Foto Arquivo Jornal do Centro

Produtos de beleza da estância estão em queda. Balneário D. Afonso Henriques deverá reabrir em fevereiro

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As Termas de S. Pedro do Sul, consideradas as maiores da Península Ibérica, realizaram 11.514 curas termais em 2019, o que representa uma subida de quatro por cento em relação ao ano anterior. No total, o complexo efetuou mais 418 tratamentos em comparação com o período homólogo, isto de acordo com os resultados agora divulgados pela Termalistur, a empresa municipal que gere a estância termal.

Segundo o mesmo documento, mais de metade dos aquistas que frequentaram as termas, 7.638, são do sexo feminino (66 por cento). Aos homens foram feitos 3.876 tratamentos.

Já na área do bem-estar, os balneários termais de S. Pedro do Sul atenderam 6.973 utentes em 2019, mais 2.468 que no ano anterior, o que se traduz num aumento de 55 por cento. Mais uma vez é o público feminino, que mais recorre a este produto.

A crescer apresentaram-se ainda os dados referentes às consultas de fisioterapia. No último ano, registaram-se 761 atendimentos nesta área, mais 61 que em 2018, o que equivale a uma subida de nove por cento.

Em sentido inverso apresentam-se os números referentes à venda dos produtos dermocosméticos Aqva, criados a partir das propriedades das águas termais sampedrenses. Em 2019, foram vendidas 17.194 unidades da marca, menos 3.632 que em período homólogo. As vendas caíram 21 por cento num ano. As receitas neste capítulo recuaram cerca de 30.500 euros.

Em 2019, as Termas de S. Pedro do Sul apresentaram um volume de negócios no valor de 4 milhões 547 mil euros, mais seis por cento que em 2018. O grosso das receitas, mais de 3 milhões e 400 mil euros, resultam das curas termais realizadas (82 por cento).

“Forte crescimento nas áreas do bem-estar”

Ao Jornal do Centro, o presidente do Conselho de Administração da Termalistur, mostra-se satisfeito com estes resultados agora conhecidos e que segundo Vítor Leal vão ao encontro das expectativas para 2019. “Em alguns segmentos até foram superadas, com forte crescimento nas áreas do bem-estar, com este novo termalismo mais virado para o turismo e que começa a frequentar as termas nacionais e muito em particular S. Pedro do Sul. Tivemos um incremento neste domínio de 55 por cento, o que é extremamente satisfatório”, afirma, acrescentando que no próximo mês serão conhecidos os resultados financeiros do complexo e que apontam mais uma vez para o registo de lucros.

Vítor Leal, que é simultaneamente o presidente da Associação Termas de Portugal, salienta ainda que o crescimento das curas e dos termalistas na estância sampedrense “vem ao encontro do aumento de frequência que se tem vindo a sentir ao longo de 2019 em todas as termas portuguesas”. “Este foi o ano da redescoberta do termalismo ao nível nacional e estou certo que, para isto, em muito contribuiu o regresso das comparticipações dos tratamentos por parte do Serviço Nacional de Saúde”, aponta.

Já quanto à venda dos produtos de dermocosmética, que em 2019 sofreu uma redução de 21 por cento, o presidente da Termalistur justifica esta quebra com “a descontinuação de um conjunto de produtos na área antirrugas”, que era bastante procurado e que teve de deixar de ser vendido devido a uma “alteração de regulamentação de algumas componentes”. “Os produtos estão neste momento a serem reformulados para voltarem para o mercado”, salienta.

A penalizar o negócio dos produtos de beleza estiveram também “algumas dificuldades no lançamento” de novas unidades que deveriam ter sido lançadas ainda em 2019, como o sabonete biológico, que deverá começar a ser vendido no final deste mês e uma água micelar que será lançada em março. “Acreditamos que 2020 vai ser um ano de afirmação para a área da dermocosmética nas termas”, afirma Vítor Leal.

Balneário D. Afonso Henriques mais um mês fechado

O ano de 2019 terminou da pior maneira para o complexo termal sampedrense. A depressão Elsa causou inundações no Balneário D. Afonso Henriques, que foi obrigado a encerrar. Os prejuízos rondam os 400 mil euros. O espaço deverá reabrir no final de fevereiro. “Estamos neste momento a reparar tudo com a força toda para que dia 25 de fevereiro o balneário abra ao público com todas as condições, com tudo reparado. Até lá atendemos os nossos clientes nas condições normais no Balneário Rainha Dona Amélia, que tem a capacidade instalada para atender todos os nossos clientes”, conclui.

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