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Presidente dos EUA atrasa investimento americano em Vouzela

por Redação

28 de janeiro de 2020, 16:39

Foto Arquivo Jornal do Centro

Esurface prometia criar até 70 empregos na Zona Industrial do Monte Cavalo

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Pode ter de fechar portas antes mesmo de abrir. O processo de instalação da empresa norte-americana Esurface em Vouzela está parado. A construção da fábrica parou em junho de 2019, quando faltava pouco mais de um mês para tudo estar pronto para o início da laboração devido a um “afastamento dos investidores”, ao que o Jornal do Centro conseguiu apurar.

Em causa, está a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de impor tarifas alfandegárias a produtos ligados à indústria aeronáutica fabricados no continente europeu. Estes impostos acabaram por afastar os investidores. Nesta altura, os promotores do projeto empresarial encontram-se a tentar captar novos interessados no negócio. A expectativa é que dentro de dois meses haja novidades. Em Vouzela, o que se teme é que este investimento caia por terra, ainda que todos desejem que haja “uma luz ao fundo do túnel” e que a unidade entre efetivamente em laboração.

A Esurface lançou a primeira pedra da sua nova fábrica na Zona Industrial de Monte Cavalo, no concelho vouzelense, em maio de 2018, numa sessão onde esteve o então secretário de Estado e hoje ministro do Planeamento, Nelson Souza. As projeções iniciais apontavam que para a laboração arrancar em maio de 2019, o que não chegou a acontecer.

Com um investimento de 24,5 milhões de euros, apoiado em 17 milhões por fundos comunitários, a unidade fabril pretendia produzir circuitos impressos de alta performance com tecnologia aditiva (chips) e dedicar-se a fornecer estes produtos aos setores aeroespacial, de defesa e de veículos autónomos. Até 2021, a empresa prometia criar 70 postos de trabalho, 35 dos quais de formação superior.

Contactado pelo Jornal do Centro, o presidente da Câmara Municipal diz que está acompanhar de perto este processo, tendo já demonstrado aos responsáveis da Esurface a sua preocupação por as obras de instalação da empresa estarem paradas. Rui Ladeira deseja que o projeto empresarial seja concluído, mas avisa que se o investimento cair por terra, o espaço ocupado pela fábrica deverá ser reaproveitado por “outro negócio ou empresa para criar postos de trabalho”.

Com a ajuda do quadro comunitário de apoio, o Portugal 2020, já se instalaram em Vouzela nove empresas que investiram 15 milhões de euros, criando 160 empregos. “Para executar nos próximos dois anos temos 40 milhões de euros por parte de 16 empresas que vão criar 225 postos de trabalho nas áreas do mobiliário, tecnológica e metalomecânica”, sublinha o autarca.

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