A Chocolataria Delícia está a fazer sucesso com o chocolate mais procurado…
A taróloga Micaela Souto Moura traz as previsões do Tarot, na semana…
Em Videmonte, a arte de fazer pão é mais do que uma…
Está dado o “pontapé de saída” para a criação do novo Centro de Artes e Espetáculos de Viseu. O ato de consignação para a demolição do edifício da antiga Portugal Telecom foi assinado esta quarta-feira (2 de abril). O edifício encontra-se na zona onde vai nascer o novo espaço cultural.
Durante a cerimónia de consignação, o presidente da Câmara Municipal de Viseu aproveitou para apresentar o anteprojeto daquela que será “uma das maiores salas de espetáculos na região centro”. Sobre o investimento nesta infraestrutura, Fernando Ruas não avançou um valor, mas afirmou que deverá ultrapassar os 20 milhões de euros.
O edifício, que terá sete pisos (cinco à superfície e dois subterrâneos), vai ser composto por uma sala de espetáculos com mil lugares sentados, 760 lugares sentados num anfiteatro exterior, sala de exposições, café-concerto, restaurante panorâmico e serviços administrativos/gabinetes de trabalho. Serão ainda criados mais de 100 lugares de estacionamento num parque subterrâneo. No exterior vão nascer espaços verdes e de lazer.
O futuro equipamento cultural é “uma resposta necessária ao dinamismo que se vê no concelho”, afirmou Fernando Ruas, lembrando as queixas de não existir uma sala que permita grandes espetáculos em Viseu.
O autarca anunciou ainda que este “será o primeiro equipamento cultural do país com certificação LEED, uma certificação internacional que permite atestar a sustentabilidade dos edifícios”.
Além do Centro de Artes, Fernando Ruas falou sobre a “grande revolução urbanística” que irá acontecer nessa zona norte da cidade, onde serão ainda instaladas novas unidades de saúde, nomeadamente a Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP), Unidade de Saúde Pública (USP), Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) e o Centro de Aconselhamento e Deteção (CAD), além das Unidades de Saúde Familiar Infante D. Henrique, Lusitana, Alves Martins e Viseu Cidade.
“Serão dois módulos simétricos, unidos por uma pala, o que vai permitir duas USF em cada um dos prédios, com utilização de espaços comuns, nomeadamente o aparcamento”, explicou Fernando Ruas.
No pacote de investimentos está ainda a requalificação do troço central da Avenida Europa, a reabilitação do edifício da Comissão Vitívinícola Regional (CVR) do Dão e a redefinição viária entre a CVR Dão e o Rio Pavia.
Sobre a reabilitação do edifício da CVR, que tem sido ocupado ilegalmente “por famílias com necessidade”, o autarca contou que o objetivo é que volte a acolher os serviços da comissão.
Desta forma, os serviços da CVR sairão do atual Solar do Vinho do Dão (antigo Paço Episcopal de Viseu), que ficará livre para ser “um centro dedicado à cultura”, avançou.
Fernando Ruas disse estar combinado que o edifício passará para a câmara de forma a permitir-lhe fazer a obra, atendendo à “incapacidade técnica e organizativa” da CVR. Posteriormente, a autarquia cederá o edifício à comissão.
Ao todo, o município acredita que deverá ser investido naquela zona da cidade mais de 50 milhões de euros.
“A cidade cresceu a sul, porque foram feitas as infraestruturas necessárias as soluções e vai continuar a crescer. Agora temos que encontrar uma solução para o equilíbrio da parte norte da cidade”, sublinhou.