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Doçura ou travessura

 Sondagens: ferramenta democrática ou pressão silenciosa?
05.11.22
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 Doçura ou travessura

Como é bem sabido, corria o ano de 1929 quando Fernando Pessoa criou o slogan “primeiro estranha-se, depois entranha-se” para o lançamento da Coca-Cola em Portugal. Como também é sabido, aquele “entranha-se” e aquele “coca” incomodaram o dr. Ricardo Jorge, o então manda-chuva da saúde portuguesa, que não esteve com meias medidas e proibiu a bebida, proibição que acabou por se manter durante 45 anos, só acabou quando caiu a ditadura.
Não era só o dr. Ricardo Jorge a execrar a Coca-Cola. No ocidente, os esquerdistas mais empedernidos chamavam-na “água-suja-do-imperialismo”. Isto é, transformaram aquele líquido escuro açucarado numa espécie de “fruto-proibido”. O povo ia bebê-lo a Tui, a Fuentes de Oñoro, a Badajoz, a Ayamonte, bebia-o e comprava caramelos. Uma doçura desgraçada. A travessura era atravessar a fronteira com coca-colas escondidas da guarda.
Tempos do diabo em que tudo era proibido. Agora esses proibicionismos estúpidos estão a regressar outra vez. Às esquerdas em nome da religião Woke, às direitas em nome de Deus, Pátria e Família.

Regressemos ao slogan do nosso poeta publicitário. Aquela “estranheza entranhada” que se aplicava à Coca-Cola aplica-se também a outra americanice, o Halloween, que põe os putos de todo o mundo à porta dos vizinhos a perguntarem: “trick or treat?”, “doçura ou travessura?”
Quando os professores de Inglês “aluinaram” as nossas crianças, as pessoas acharam estranho. Algumas não gostaram. Nas redes sociais, lamentações: “o-Halloween-está-a-matar-o-nosso-pão-por-Deus!”
Não adiantou nem adianta nada. As fábricas de imaginários globais estão a arrasar as fábricas de imaginários locais. Pelo menos para já. Em matéria de Halloween, a estranheza deu lugar à “entranheza”. Os putos lá vão continuar com os seus “tricks” travessos.
Este ano, no meu bairro, senti uma diferença: os “doçura ou travessura?” nas portas regressaram ao nível de antes da pandemia, mas quase não houve farinha e papel higiénico nas escadas dos prédios e nos capôs dos automóveis.
Não admira. Os preços daqueles produtos aumentaram à bruta. Neste caso, e só neste, a maldita inflação acabou por não ser má. Desta vez, não tive que ir lavar o carro no dia 1 de Novembro.

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