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Espantalhos

 Espantalhos - Jornal do Centro
23.12.23
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Pedro Nuno Santos, o novo secretário-geral do PS, avançou para o terreno logo no início desta semana, prantou-se à frente das câmaras de televisão e fez a sua estreia na campanha eleitoral com esta sentença: “pouco distingue a linguagem do líder do PSD da do líder do Chega”.
Com esta “semiótica”, o recém-eleito líder do PS quer dizer ao estimadíssimo público que Luís Montenegro já fala quase como um “fachista” e, se ainda não o é, para lá caminha.
Imediatamente, Luís Montenegro, a salivar como o cãozinho de Pavlov, não se quis ficar atrás, prantou-se, também ele, perante as câmaras de televisão, e produziu o seguinte contra-ataque: “há uma visão estatizante, comunista, socialista e bloquista que é protagonizada pelo actual secretário-geral do PS”.
Com esta “óptica”, o líder do PSD quer dizer ao estimadíssimo público que Pedro Nuno Santos tem uns óculos iguais aos de Paulo Raimundo, logo, olha para o mundo como um “putinista” e, se ainda não o é, para lá caminha; o líder do PSD quer dizer ao estimadíssimo público que Pedro Nuno Santos tem uns óculos iguais aos de Mariana Mortágua, logo, olha para o mundo como um “wokista” e, se ainda não o é, para lá caminha.
Esta troca de mimos entre os dois candidatos a primeiro-ministro é um insulto à inteligência dos portugueses. Este “tu-és-facho!”, “tu-és-comuna!”, este “tu-é-que-és”, ao nível de recreio de escola primária, é a prova provada de que o cidadão português médio tem muito mais nível do que o político português médio.
É que já estamos em campanha eleitoral. Por regra, o que os políticos dizem não interessa muito, o que interessa é o que eles fazem. Mas durante as campanhas eleitorais é ao contrário: é imperativo que os políticos digam muito, que informem o mais possível os eleitores com verdade, que digam ao que vêm e o que propõem, e que não tentem enganar o pagode com estes “bate-boca” balofos e patéticos.
Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro, por favor, sejam úteis ao país, não passem as próximas onze semanas a plantar espantalhos na nossa paisagem política.

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