Diogo Paredes

16 de 06 de 2024, 11:00

Cultura

A arte contemporânea ''ganhou''. Quinta da Cruz foi o museu municipal mais visitado em 2023

Museu da História da Cidade e Museu do Quartzo também tiveram uma procura elevada. Museu Keil Amaral foi o menos visitado

Fotógrafo: Jornal do Centro

Os museus municipais da cidade de Viseu receberam em 2023 um total de 53 805 visitantes, de entre eles turistas nacionais, estrangeiros e alunos em visitas de estudo.

O museu que mais visitas recebeu no ano passado foi a Quinta da Cruz, responsável por albergar workhops e exposições sobre arte contemporânea. Ao todo, este museu teve 14 701 visitas, e cerca de quatro mil destas visitas foram realizadas no âmbito de workshops e visitas de estudo.

Em segundo lugar encontra-se o Museu da História da Cidade, localizado a meio da Rua Direita. Este museu conseguiu atrair um total de 8137 pessoas. O número de visitantes nacionais que se deslocaram de forma individual (6058) foi, neste museu, cerca de seis vezes superior ao número de visitantes estrangeiros (915). As visitas escolares e workshops foram responsáveis por 1164 das entradas registadas neste museu que relata a história da cidade de Viseu, passando por tempos como a época romana ou o século XIX.

O Museu do Quartzo teve em 2023 um total de 7196 visitantes, a maioria destes de origem nacional (6095). As visitas escolares e workshops representam um total de 346 entradas. Localizado na freguesia do Campo, este museu debruça-se sobre a geologia e a ciência por trás da formação de certos materiais.

Em quarto lugar aparece o Polo Arqueológico de Viseu António Almeida Henriques, com 6544 visitas no total. Neste museu, contudo, o número de visitantes nacionais que se deslocaram individualmente (3837) é apenas cerca do dobro das visitas estrangeiras (1913). Já as escolas e os workshops realizados levaram 794 pessoas ao Polo Arqueológico de Viseu em 2023. Também conhecido como “Casa do Miradouro”, o polo arqueológico alberga o espólio de José Coelho, viseense do século XX.

A Casa da Ribeira atraiu no ano passado 5005 pessoas no total, tendo as escolas e atividades levado a este museu um total de 1265 visitantes. Um espaço dedicado ao artesanato local com várias profissões ancestrais da região, a Casa da Ribeira recebeu até ao final de 2023 um total de 3140 visitantes nacionais. Além destes, 600 pessoas de outros países visitaram este centro museológico.

Localizado perto do Jardim das Mães, no centro de Viseu, a Casa-Museu Almeida Moreira recebeu 4683 pessoas em 2023. Destas, 2825 foram cidadãos nacionais que visitaram o museu de forma individual. Também 1169 cidadãos estrangeiros visitaram este museu em 2023. As visitas escolares e workshops resultaram em 689 entradas. Fundador e diretor do Museu Grão Vasco, Francisco Almeida Moreira foi um dos maiores mecenas e impulsionadores da cultura da região de Viseu no século XX. A sua habitação e coleções foram deixadas em testamento à cidade de Viseu, para que se convertesse numa Casa-Museu.

O Museu do Linho de Várzea de Calde recebeu em 2023 um total de 3965 visitantes, tendo apenas recebido 208 pessoas de nacionalidade estrangeira. As visitas agendadas e atividades levaram até ao Museu do Linho um total de 290 pessoas. Localizado na aldeia de Várzea de Calde, este museu recria o quotidiano agrícola da região, através de áreas como o curral, o lagar, a adega e a cozinha tradicional. O museu preserva também a tradição do linho e da lavoura tradicional, uma vez que no distrito de Viseu era comum as raparigas aprenderem cedo a fiar, tendo as casas geralmente um tear.

O Museu Keil Amaral, localizado na zona histórica de Viseu, foi o museu municipal que em 2023 recebeu menos visitantes, um total de 3574. As escolas e workshops foram responsáveis por 389 visitas, tendo visitado o museu um total e 606 cidadãos estrangeiros. Ao todo, 2579 pessoas visitarem de forma individual o Museu Keil Amaral. Situado na Casa da Calçada, o museu traça o percurso de cinco gerações de uma família que, ligada às artes em Portugal, nunca perdeu a ligação com a sua região. O espaço conta com fotografias, mobiliário, esculturas, cerâmica, artesanato e até mesmo ourivesaria que pertenciam a membros da família Keil Amaral.

Mais visitantes em julho, menos procura em janeiro

Os museus municipais de Viseu apresentam uma maior procura entre os meses de maio e agosto, sendo o mês de julho aquele que registou uma maior procura nos museus, especialmente em três deles: a Casa da Ribeira, o Museu da História da Cidade e a Casa-Museu Almeida Moreira. Tanto o Pólo Arqueológico de Viseu como o Museu Keil Amaral apresentaram uma maior procura em maio e em junho foram mais procurados o Museu do Linho e a Quinta da Cruz. Já agosto foi o mês em que o Museu do Quartzo foi mais procurado.

No sentido inverso, foi o mês de janeiro aquele que registou a procura mais baixa num maior número de museus. Casa da Ribeira, Museu da História da Cidade, Pólo Arqueológico de Viseu, Museu Keil Amaral e Museu do Linho registaram todos quebras no mês de janeiro. O Museu do Quartzo registou uma menor procura em outubro e a Quinta da Cruz em Novembro. Por fim, o Museu Almeida Moreira verificou uma menor procura no mês de fevereiro.