Bianca Leão

17 de 09 de 2023, 13:14

Desporto

Académico de Viseu volta a empatar na Segunda Liga: desta vez frente à Oliveirense

Igualdade a duas bolas em Oliveira de Azeméis. Este é o quarto empate na prova do Académico de Viseu, que é agora ‘rei’ do empates na Segunda Liga. Equipa continua sem derrotas na competição

Fotógrafo: Académico de Viseu

Fazer o que não era feito desde 2015. Desde esse ano que o Académico de Viseu não vencia a Oliveirense no Carlos Osório para a Segunda Liga. De um lado a equipa de Viseu estava invencível no campeonato, do outro os homens de Oliveira de Azeméis só com vitórias no seu terreno esta temporada. Estes eram os ingredientes que faziam este jogo bastante apetecível para os espetadores.

A primeira parte caracterizou-se pelo domínio da Oliveirense que teve um golo anulado e outra bola no poste. No entanto, o Académico saiu a ganhar com um golo solitário e, o certo, é que poderia ter ampliado num ou outro ataque rápido o marcador. No segundo tempo, os homens de Oliveira de Azeméis deram a volta ao marcador, os viseenses ainda conseguiram o empate e o resultado final fixou-se numa igualdade a duas bolas.

Ver jogar e saber marcar

Melhor entrada da Oliveirense no jogo. A equipa da casa começou o encontro com os olhos postos na baliza de Gril – apesar de alguns contra-ataques perigosos do Académico - e chegou mesmo a marcar, aos 17’, mas o golo foi invalidado por fora de jogo. Zé Leite rematou e Anthony Carter na recarga conseguiu introduzir a bola na baliza, mas o avançado estava claramente adiantado.

Na resposta ao domínio dos homens de Oliveira de Azeméis, num rápido contra-ataque, o Académico de Viseu inaugurou de facto o marcador no minuto seguinte. Sori Mané fez um passe longo, Yuri Araújo ganhou as costas da defesa, ultrapassou o guarda-redes Arthur e fez a bola aninhar-se nas redes da equipa da casa.

Em desvantagem, a Oliveirense continuou a pressão com que iniciou o jogo e no Estádio Carlos Osório acontecia um festival de remates por parte dos homens da casa, com o ex-Académico Anthony Carter a ser o homem mais perigoso das águias de Oliveira de Azeméis. No último minuto da primeira-parte Kelechi fez a bola bater na barra da baliza de Gril, mas os viseenses conseguiram chegar ao intervalo com a vantagem mínima no marcador.

Foi preciso sofrer para existir raça academista

Na abertura do segundo tempo pode dizer-se que chegou a justiça no marcador, se é que isso existe no futebol. Schutte fez o golo do empate na partida. Grande trabalho do extremo da Oliveirense: começou o lance no meio-campo, tabelou com Zé Pedro e num bom pormenor técnico igualou o encontro.

O Académico reagiu muito bem ao golo da Oliveirense e por duas jogadas consecutivas, a primeira protagonizada por Milioransa e a segunda por Famana, poderia ter chegado novamente à vantagem. Apesar da boa reação foi a equipa da casa quem deu a reviravolta no placar. Muita (!) desatenção da defensiva viseense, que deixou Carter confortavelmente assistir Schutte para o ‘bis’ na partida.

Vítor Martins mexeu na equipa e as alterações surgiram efeito. Foi Petkov, recém-entrado, quem na ressaca após um pontapé de canto assistiu o capitão André Almeida para uma nova igualdade no marcador. Empate a duas bolas aos 73’.

A equipa que viajou de Viseu superiorizou-se após esse golo, disponibilizou de mais ataques no período final do encontro mas o resultado não mais sofreria alterações e o Académico de Viseu conquistou um ponto em Oliveira de Azeméis. Já depois do final da partida, o treinador Vítor Mastins foi expulso, devido a protestos veementes contra o árbitro da partida.

Esta igualdade coloca o Académico na 6ª posição do campeonato, com sete pontos conquistados: uma vitória e quatro empates. Para a semana os homens de Viseu voltam a jogar fora e vão até Lourosa, para defrontar o Lusitânia, em jogo a contar para a 3º eliminatória da Taça de Portugal.

Declarações dos treinadores no pós-jogo

Do lado do Académico de Viseu foi Ivan Baptista, técnico adjunto, quem falou no rescaldo do encontro e resumiu o encontro da seguinte forma: “Foi um espetáculo entre duas equipas que praticam um ótimo futebol. As duas quiseram assumir o jogo. Este é um campo extremamente difícil. Não houve um jogo em que o Académico não entrasse para ganhar, mas o certo é que num jogo há três resultados possíveis. Devido a uma entrada menos boa na segunda parte tivemos que ir em busca do adversário. A equipa deu o peito às bolas e foram pormenores que não nos deram os três pontos. A vitória não sorriu hoje e irá certamente sorrir para semana”, disse.

Fábio Pereira, treinador da Oliveirense, assumiu que a equipa merecia a vitória. “Sinceramente perdemos dois pontos hoje, pelo volume ofensivo que tivemos. Não fomos eficazes e acabámos por sofrer um golo fruto de uma carambola. Na segunda parte fomos pressionantes e foi com naturalidade que virámos o resultado a nosso favor e voltámos a sofrer um golo num ressalto. O Académico reagiu quando a fadiga se apoderou dos nossos jogador e merecíamos muito ter ganho este jogo”, reagiu.