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22 de 06 de 2024, 11:00

Diário

''A FICA pretende valorizar e potenciar a realidade económica, comercial e associativa do concelho de Nelas''

Divulgar e promover vários setores económicos da região, com grande enfoque na industrial, comércio e associativismo é o grande objetivo da Feira Industrial, Comercial e Associativa de Nelas. A componente cultural terá também uma forte presença, com artistas locais e nacionais. Em entrevista, o presidente da Câmara de Nelas, Joaquim Amaral, fala do evento que este ano assinala a primeira edição

Fotógrafo: Igor Ferreira

O que levou a autarquia a criar a FICA?
Havia uma necessidade em termos um grande evento direcionado para o desenvolvimento económico do concelho de Nelas. Já temos a Feira do Vinho do Dão, mas é um evento direcionado para um produto endógeno específico, que não é só do concelho, mas da região do Dão. Mas sentimos necessidade de valorizar, divulgar e promover outras componentes fortíssimas do desenvolvimento económico do concelho. Temos o setor industrial com a presença no concelho de alguns dos maiores e melhores a nível local, da zona Centro e do país, quer pelo valor que geram, quer pelos milhares de postos de trabalho diretos e indiretos que criam. Portanto, havia necessidade de valorizar e promover um pulsar forte do desenvolvimento económico de Nelas, em particular o tecido empresarial, da sua componente industrial mas também comercial. Temos um comércio local forte e com uma grande componente de empreendedorismo e empreendedorismo jovem. Há também o setor agrícola, que é muito importante, e que vai do setor do vinho, ao queijo Serra da Estrela, ao azeite, mel, pão, cereais e outros produtos. Há ainda outro movimento que está envolvido neste certame, e que também tem um grande impacto no nosso concelho, que é o associativismo. No fundo, a FICA pretende valorizar e potenciar a realidade económica, comercial e associativa do concelho de Nelas, divulgando todo o desenvolvimento industrial, turístico, cultural, desportivo e demais potencialidades. Quem se deslocar à FICA o que vai poder encontrar? Quem vier à FICA vai querer ficar, seja para visitar a feira, seja para vir para o nosso concelho. Temos um território cada vez mais atrativo e isso tem-se notado com a presença de migrantes, quer do litoral, quer vindos de outros países e que estão a fixar-se no nosso concelho. Mas quem vier à FICA vai poder visitar cerca de 100 stands de vários segmentos, desde a parte agrícola, comercial, industrial, associativa, mercadinhos, produtores de vinho, queijo, olivicultores, espaços de saúde e muitos outros. Neste evento está representado tudo o que é o setor de desenvolvimento económico e social do concelho.

De que forma está representado o associativismo nesta feira?
Na questão do associativismo, tudo o que tem a ver com a restauração e bares são explorados pelas associações do concelho. Primeiro porque é uma forma de lhes agradecermos pelo know-how que têm e, depois, pelo trabalho desenvolvido todos os dias ao longo do ano e pela divulgação que fazem na promoção do nosso concelho por esse país fora. E é também uma forma de eles poderem mostrar as suas potencialidades e angariarem outras receitas para a persecução dos seus projetos e objetivos.

Além da vertente económica, há uma forte componente cultural.
Sim, a música e cultura têm uma presença muito forte e nas mais variadas áreas. Há uma exposição de pintura e escultura, de onde destaco um artista plástico de referência da região, o professor Luís Branquinho, há uma apresentação do nosso coro da Universidade Sénior, várias bandas da região, dj’s e alguns nomes da música nacional, como Táxi ou Áurea. Teremos também teatro e circo, com o Teatro Hábitos, recriação de jogos tradicionais, iniciativas desportivas, ranchos folclóricos e grupos culturais. E teremos também as Marchas Populares, que se realizam na noite de domingo, último dia do FICA.

Esta será a primeira de muitas edições?
Sabemos que na primeira edição há sempre oportunidades para melhorias e iremos fazê-las, mas este primeiro certame foi pensado há muito tempo e para ser incluído neste mês de junho que é muito forte na promoção territorial, seja pelas festividades, iniciativas das nossas associações, quer pelo Dia do Município, que se assinala na segunda-feira (24 de junho).