Geral

24 de 11 de 2022, 12:33

Diário

Censos 2021: Tabuaço perdeu 20 por cento da população

Concelho perdeu mais de 1.300 pessoas em dez anos. Paradela e Granjinha foi a freguesia que mais perdeu pessoas no distrito de Viseu

aldeias vazias com gente dentro tabuaço

Tabuaço foi o concelho da região de Viseu que mais perdeu habitantes em dez anos, de acordo com os resultados definitivos dos Censos 2021.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), Tabuaço sofreu uma quebra de 20,72 por cento na população, o que significa que mais de 1.300 pessoas deixaram de viver no município do norte do distrito entre 2011 e 2021.

No ano passado, Tabuaço tinha um total de 5.034 habitantes, dos quais 2.659 mulheres e 2.375 homens. Em 2011, moravam no município 6.350 pessoas, tendo-se registado uma quebra populacional de 1.316 habitantes.

Tabuaço foi também o concelho que sofreu a maior perda de população em toda a região do Douro e o segundo do país. O pior município a nível nacional foi Barrancos, no Alentejo, que teve uma quebra de 21,6%.

Os dados dos Censos confirmam ainda que a localidade de Paradela e Granjinha, também no concelho de Tabuaço, sofreu a maior quebra de população entre todas as freguesias do distrito de Viseu, na ordem dos 45%.

Em Paradela e Granjinha vivem 99 moradores. Em 2011, antes da agregação das freguesias, Paradela tinha 123 habitantes e Granjinha 57, num total de 180 pessoas. Com estes números, a freguesia perdeu cerca de metade da sua população. Segue-se Longa, que teve uma descida de 43,51% passando dos 370 para os 209 habitantes.

No ano passado, o Jornal do Centro visitou Paradela e Granjinha, localidades que perderam muita população ao longo do tempo com o êxodo rural e a desertificação do interior.

Segundo o INE, o distrito de Viseu perdeu 26.361 habitantes entre 2011 e 2021, resultando numa quebra de cerca de sete por cento. A região tem uma população total de 351.292 pessoas.

O Instituto Nacional de Estatística concluiu que o desequilíbrio na distribuição da população pelo território português acentuou-se nestes dez anos, com perda de habitantes no interior e a concentração em torno de Lisboa e do Algarve.

A densidade populacional do país é de 112,2 habitantes por quilómetro quadrado, mas acentuaram-se “os desequilíbrios na distribuição da população pelo território”, com “um notório contraste entre os municípios localizados na faixa litoral do continente e os localizados no interior”, destaca o INE.

Os resultados definitivos dos Censos de 2021 mantêm a tendência já revelada no ano passado aquando da divulgação dos dados preliminares.