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Estudar é para todos e a etnia não pode ser uma questão

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 Estudar é para todos e a etnia não pode ser uma questão - Jornal do Centro
13.04.24
fotografia: Jornal do Centro
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 Estudar é para todos e a etnia não pode ser uma questão - Jornal do Centro
13.04.24
Fotografia: Jornal do Centro
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 Estudar é para todos e a etnia não pode ser uma questão - Jornal do Centro

Vânia Lourenço e Verónica Lourenço são irmãs, são de Viseu, e estudam no ensino superior. Vânia terminou o curso de Direito, no Porto, e Verónica está a terminar Relações Internacionais, em Coimbra. A história das duas irmãs é igual a milhares de outras histórias, mas o facto de serem ciganas chama a atenção. Uma atenção que elas não querem por acreditarem que estudar é para todos e que a etnia não pode ser uma questão.

“O que queremos é normalizar, porque isto tem que ser normal. Espero que nos próximos anos não tenha que se falar tanto, porque é sinal que já é algo normal”, atira Verónica. Ainda assim, afirma, “é um orgulho ser um exemplo para outras crianças da comunidade”.

Já a irmã, Vânia, prefere lembrar que ser um exemplo é “muito bom”, mas também uma grande responsabilidade. “É sempre muito difícil ser um exemplo. Se por um lado temos os nossos objetivos pessoais, por outro, se não aguentamos a pressão e desistimos ou corre mal é um peso. Temos receio de defraudar as expectativas de crianças que olham para nós e dizem que querem ser como nós, estudar, ter uma profissão”, afirma.

Vânia e Verónica entraram no ensino superior através de um projeto – Programa Operacional Para a Promoção da Educação (Opre) – que saiu da cabeça de Bruno Gonçalves e que, em oito anos de existência, já permitiu licenciar 40 jovens e seis concluíram mestrado.

Mas foram os pais de Vânia e Verónica os grandes responsáveis pela entrada das jovens no ensino superior. “Foi o apoio do meu pai que me levou a seguir os estudos. Ele reconhece a experiência de vida dele e a falta de oportunidades e quis incentivar-nos para que o nosso percurso fosse diferente”, conta Vânia, a primeira das irmãs e ingressar no curso superior.

A entrada de tantos jovens da comunidade no ensino superior, contam, é sinal das mudanças dos tempos, uma ideia partilhada por Bruno Gonçalves que acrescenta que “as mentalidades mudam, incluindo a dos elementos da comunidade”.

“Mentalidades não se mudam de um dia para o outro, é geracional, demora gerações. Há necessidade de as pessoas terem um pouco de paciência, mas não têm”, sublinha.

Segundo Bruno Gonçalves, Viseu é das cidades com mais estudantes ciganos no ensino superior. Além de Vânia e Vanessa há ainda um outro jovem no curso de direito, mas que, entretanto, já não está no concelho. Vânia e Verónica foram as responsáveis por apresentar os livros de Bruno Gonçalves que, afirmam, “são ótimos instrumentos para mudar ideias e acabar com preconceitos”.

“Os livros são um instrumento muito bom, clarificador do que é o cigano e as comunidades ciganas. Toda a gente que tem preconceitos deveria ler, sobretudo o “Conhece-me antes de me odiares”, afirmam.

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