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17 de 06 de 2022, 19:38

Diário

Hospital de Viseu não descongelou carreiras dos enfermeiros, acusa sindicato

Enfermeiros do Centro Hospitalar Tondela-Viseu fizeram esta sexta-feira um plenário onde aprovaram uma moção pelo fim da precariedade laboral. Segundo os sindicatos, há cerca de 40 enfermeiros que não vão ver os contratos renovados

Fotógrafo: Igor Ferreira

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) acusou esta sexta-feira (17 de junho) o Centro Hospitalar Tondela-Viseu de ainda não ter descongelado as progressões nas carreiras. Os profissionais realizaram um plenário onde aprovaram uma moção pelo fim da precariedade laboral.

As instâncias judiciais já deram razão ao SEP em três processos relacionados com as carreiras dos enfermeiros. Por isso, em declarações aos jornalistas, o sindicalista Alfredo Gomes lembrou que a Justiça está do lado dos profissionais.

“O Centro Hospitalar não atribuiu qualquer ponto aos enfermeiros com contrato individual de trabalho e também àqueles que tiveram um ajustamento salarial para os 1.200 euros. Mas o que é certo é que, neste momento, já saíram três ações em Tribunal e foram-nos todas favoráveis, nomeadamente uma em que a instituição recorreu mas o Tribunal Central Administrativo deu-nos razão novamente”, explicou.

Perante isto, acrescentou Alfredo Gomes, o SEP questionou a administração do CHTV que, disse, “mantém a sua posição de aguardar para ver”. “Recordo que isto já foi legislado e já produziu efeitos em janeiro de 2018. Estamos em 2022, já lá vão quatro anos”, disse.

O sindicalista lembrou também que o Hospital de Viseu contratou mais de 70 enfermeiros só para a luta contra a Covid-19 e alertou que boa parte deles pode sair da unidade de saúde com o fim dos contratos a termo.

“No ano passado, o número de contratos que lhes foi autorizado a fazer sem termo foi de 39, o que quer dizer que estamos a falar de cerca de 40 enfermeiros que, tendo contrato a termo certo e acabando os períodos de férias, muito provavelmente não vão ver os contratos renovados. E continuamos neste ciclo vicioso do que se passa neste momento nas obstetrícias”, alertou.

O SEP apelou, por isso, ao Ministério da Saúde que aprove o mapa de pessoal do CHTV para que seja possível vincular e contratar os enfermeiros e outros profissionais “que têm sido indispensáveis para responder às necessidades assistenciais das populações”, e que se evite a carência de enfermeiros “que já se verifica em alguns serviços” da instituição.