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14 de 01 de 2024, 15:04

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Prémios Goncourt e Leya, livros de Coetzee, Maryse Condé e outros inéditos em maio

No mês em que se assinala um ano da morte do jornalista e colunista Fernando Sobral, a Quetzal vai publicar “O jogo das escondidas”

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Os romances vencedores dos prémios Goncourt e Leya em 2022, o mais recente livro de J.M. Coetzee e uma obra de Maryse Condé, escritora finalista do Booker internacional pouco divulgada em Portugal, são algumas novidades editoriais deste mês.

“À espera da subida das águas” é um romance de 2010, da escritora francesa Maryse Condé, que chega em maio, mesmo mês em que se conhecerá o vencedor do Prémio Booker Internacional, de que a autora é finalista.

Nomeada este ano por “The Gospel According To The New World”, a escritora natural da ilha de Guadalupe, de 86 anos, é a pessoa mais velha de sempre a ser finalista do Prémio Booker Internacional, tendo já sido nomeada em 2015 pelo conjunto da sua obra.

Apesar disso, em Portugal, foi apenas publicado um livro seu, em 2022, pela Maldoror, que teve pouca visibilidade, intitulado “Eu, Tituba, bruxa… negra de Salem”.

Agora, a Quetzal vai lançar “À espera da subida das águas”, romance que se passa entre Guadalupe e o Haiti e que, através da história de ligação entre um médico e uma criança filha de uma mulher que morre durante o parto, traça o mapa de duas regiões ligadas pelos danos do colonialismo.

No mês em que se assinala um ano da morte do jornalista e colunista Fernando Sobral, a Quetzal vai publicar “O jogo das escondidas”, na última versão revista pelo autor antes de morrer, um romance inicialmente publicado no jornal Hoje Macau.

A mesma chancela publicará também o primeiro romance de Anabela Mota Ribeiro, intitulado “O quarto do bebé”, enquanto a Bertrand Editora lança um novo romance de Ana Bárbara Pedrosa, “Amor estragado”.

Entre as novidades da Leya encontra-se “A arte de driblar destinos”, de Celso Costa, vencedor do Prémio Leya 2022.

A Dom Quixote vai editar o mais recente romance do Nobel da Literatura sul-africano J.M. Coetzee, “O polaco”, publicado este ano, e o segundo romance de Marieke Lucas Rijnveld, dos Países Baixos, intitulado “Minha querida favorita”.

Este é o segundo romance de Marieke Lucas Rijneveld, escritora que se identifica com o género não binário, que se segue a “O desconforto da noite”, obra com que ganhou o Prémio Booker Internacional de 2020.

Pela Planeta, vai sair “Viver depressa”, de Brigitte Giraud, o último vencedor do Prémio Goncourt, um romance que reconta a improvável cadeia de acontecimentos que levaram à morte do seu marido.

A Alfaguara apresenta aos leitores portugueses a escritora Pauline Delabroy-Allard, considerada uma das mais entusiasmantes autoras europeias da atualidade e já finalista do Goncourt, com a publicação do romance “Quem sabe”.

Outra estreia é trazida pela Companhia das Letras, que publica “Leme”, primeiro romance de Madalena Sá Fernandes, uma autoficção sobre uma criança que tem de sobreviver num ambiente familiar hostil.

Na coleção dos Penguin Clássicos, sai “O estranho caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde e outros contos”, de Robert Louis Stevenson, e, na chancela Iguana, uma banda desenhada assinada por Nuno Markl e Miguel Jorge, intitulada “Manual de Instruções”.

A Relógio d’Água vai publicar neste mês de maio “Neve, cão e lava. Aproximações assimptóticas”, de Rui Nunes, “O império da dor: A história secreta da dinastia Sackler”, de Patrick Radden Keefe, “Tempos emocionantes”, de Naoise Dolan, e “Os inquietos”, de Linn Ullmann.

Na mesma editora vão sair ainda mais um livro de poesia de Louise Gluck, “Margarida e rosa”, “O imperador Deus de Duna”, de Frank Herbert, e “Um balé de leprosos”, de Leonard Cohen, bem como os “Poemas”, de Bertolt Brecht, há muito esgotados.

Na Presença, vão ser lançados os dois primeiros volumes da trilogia sobre Roma Antiga, de Robert Harris, “Imperium” e “Lustrum”, e “A morte contada por um Sapiens a um Neandertal”, livro de História que junta os autores Juan José Millás e Juan Luis Arsuaga.

A Porto Editora publica “Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas”, de José Saramago, com capa caligrafada por José Luís Peixoto, completando assim a coleção das obras do Nobel da Literatura português assinadas com a letra de várias personalidades.

Este volume conta ainda com textos de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano, que situam e comentam as últimas palavras em papel de José Saramago, e com ilustrações de Günter Grass.

Na mesma editora sairá “A morte e o pinguim”, do escritor ucraniano Andrei Kurkov, autor de “Abelhas Cinzentas”.

A Livros do Brasil faz chegar “Guerra”, de Louis-Ferdinand Céline, romance inédito durante quase noventa anos, encontrado entre os manuscritos do escritor desaparecidos durante a libertação de Paris, em 1944, e que agora, sessenta anos após a morte do seu autor, é trazido a público mundialmente.

A Assírio & Alvim publica um novo título de Adília Lopes, “Choupos”, e “75 Canções”, de Sérgio Godinho, volume que reúne canções (partituras, letras e cifras) do músico português.

A editora Guerra e Paz publica mais uma obra de Jorge de Sena, “Novas andanças do demónio”, um livro sobre Júlio Pomar, “Depois do novo realismo”, da autoria do filho Alexandre Pomar, e “Eduardo Lourenço: A história é a suprema ficção”, uma edição de capa dura, com fotos da infância e juventude do ensaísta, uma entrevista de José Jorge Letria e texto final de Mário Soares, em homenagem ao centenário do nascimento do escritor.

A mesma editora vai ainda publicar todos os sonetos de Florbela Espanca, em “E dizê-lo cantando a toda a gente”, o romance autobiográfico de Joseph Conrad, “O espelho do mar”, traduzido pela primeira vez em Portugal, e “A vida de Tolstoi”, biografia do escritor russo autor de “Guerra e Paz”, pelo Nobel da Literatura Romain Rolland.

A chancela Minotauro, da Almedina, apresenta como novidades “A tentação de Santo Antão”, de Gustave Flaubert, inspirado num quadro de Pieter Bruegel, “Almoço nu”, a obra mais famosa de William S. Burroughs e um clássico da ‘beat generation’, e “O correspondente”, de David Jiménez, romance inspirado em acontecimentos reais que mostra o mundo íntimo dos repórteres de guerra.

Pela Antígona vai sair a obra “Ensinar uma pedra a falar. Expedições e Encontros”, uma compilação de 14 ensaios autobiográficos da autora vencedora do Prémio Pulitzer Annie Dillard, que formam um périplo por alguns dos locais mais remotos do planeta – do Polo Norte às Galápagos, passando pela selva equatoriana, os Apalaches e o estreito do Pacífico.

Será também publicado um romance de Richard Wright, escritor norte-americano que foi uma figura tutelar para James Baldwin, que deu voz à raiva contida dos homens negros, a personagens masculinas e violentas aprisionadas pelo sistema racial, conhecido principalmente pela obra “Native son”.

A obra agora publicada intitula-se “O homem que viveu debaixo da terra” e conta a história de Fred Daniels, um negro capturado pela polícia devido a um crime que não cometeu e que se refugia nos túneis da cidade.

Na Tinta-da-China vão ser publicados “Tribuna negra. Origens do movimento negro em Portugal (1911-1933)”, por Cristina Roldão, José Augusto Pereira e Pedro Varela, “A vida por escrito”, um guia de escrita de biografia por Ruy Castro, e “A vida errante”, de Guy de Maupassant, um périplo do escritor por Paris, Génova, Florença, Nápoles, Palermo, Argel, Tunes e Cairuão, na coleção de literatura de viagens.