Foto D.R.
O movimento Já Marchavas vai construir, na próxima segunda-feira (8 de março), um mural simbólico alusivo ao Dia Internacional das Mulheres no painel da Rua Dom António Alves Martins, junto à esquadra da PSP de Viseu.
A iniciativa está marcada para as 16h00 e será transmitida em direto no Facebook, garantindo todas as normas de segurança face à Covid-19, com distanciamento social e proteção individual.
Em comunicado, o Já Marchavas refere que a defesa dos direitos das mulheres continua a ser emergente, bem como o Dia Internacional pertinente. O movimento considera que a atual pandemia “é machista” e “expôs e aprofundou desigualdades e injustiças sociais já existentes, frutos de uma sociedade que ainda ergue barreiras por motivos de género, idade, origem geográfica ou cultural, religião, deficiência ou orientação sexual”.
A plataforma recorda também que as mulheres sofrem discriminação salarial e também a nível das pensões e das prestações sociais, “condenando muitas mulheres a um maior risco de pobreza”.
“Nos seus locais de trabalho, as mulheres são também ainda o alvo principal de comportamentos discriminantes e abusivos, procedentes de estereótipos misóginos, que se intensificam quando falamos de mulheres com vínculos precários, de mulheres pertencentes a minorias, de mulheres imigrantes e de mulheres com baixas qualificações”, argumenta o movimento acrescentando que o teletrabalho “acabou por se tornar mais uma forma de sobrecarregar as Mulheres, tornando verdadeiramente difícil a conciliação da vida pessoal e familiar”.
Por isso, o Já Marchavas reclama igualdade salarial e de acesso ao trabalho, bem como o reconhecimento do valor do trabalho em casa e dos cuidados, além da partilha das responsabilidades.
O movimento pede também “o rompimento com valores e estruturas conservadoras machistas, misóginas e discriminantes, legitimadores das mais diversas formas de violência, atentando contra os direitos das mulheres”, lembrando que a violência doméstica tem aumentado durante a pandemia e que a maioria das vítimas são do sexo feminino.
“Defendemos uma sociedade com lugar para todas as mulheres, com lugar digno para todas as pessoas. Que para tal tem, necessariamente, que ser feminista, LGBTI+, inclusiva, ecologista, antirracista e democrática”, remata o Já Marchavas.

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