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O Barro Negro e a Festa das Cruzes seguem com Tondela para as 7 Maravilhas

por Redação

06 de Junho de 2020, 08:30

Foto Arquivo Jornal do Centro

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À freguesia de Molelos associa-se há anos o barro negro. É ali que se continua a cumprir e a manter viva uma antiga atividade artesanal cheia de meandros e de estórias que fazem deste património algo único. O processo de cozedura desta louça passa por vários passos. Primeiro a louça é colocada numa cova pouco funda cavada no solo. A louça é, depois, coberta com lenha de pinheiro e tapada co, torrões de terra. A cor negra nasce exatamente com o passo seguinte: é que a cozedura é abafada com terra já perto do final da cozedura. Com este passo impede-se a entrada de oxigénio. Era assim no início. Hoje a cozedura da louça de barro é feita em fogões de lenha.

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Apesar de a louça ter a característica de ser negra, é também feita de muito brilho. Esta faceta nasce pelo facto de o barro ser alisado com um seixo. Este processo, além de abrilhantar a peça dá-lhe o lado impermeável, tão importante para ser utilizável.  Ao longo dos anos feitos de barro negro surgiram outros objetos que não são necessariamente para levar ao forno. Alguns servem para decorar espaços como, por exemplo, jarras e potes. 

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É da freguesia do Guardão que anualmente se realiza a Festa das Cruzes, 40 dias depois da Páscoa. Participam três freguesias: Santiago de Besteiros, Campo de Besteiros e Castelões. Os habitantes sobem à Capela de São Bartolomeu, no monte do Castelo, e aí formam-se as procissões com um detalhe que dá nome à tradição: as cruzes são decoradas ao mais ínfimo detalhe e pormenor. A procissão percorre a área do castelo e depois segue em direção à Igreja paroquial da freguesia do Guardão. A população local acolhe a procissão na estrada romana e dá-se o momento simbólico: os crentes são convidados a abraçar as cruzes, o chamado abraço do povo. De tarde, como em tantas outras festas, há arraial. 

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