28 fev
Viseu

Cultura

“Cólera”: o novo EP dos Basalto ouve-se em vinil

por Redação

16 de janeiro de 2021, 08:00

Foto Arquivo Jornal do Centro

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Não vale a pena complicar. Assim sendo, simplifiquemos. Um é de Viseu, outro dos Açores e o último do Brasil. Mas, todos viviam na cidade de Viriato. António Baptista e Nuno Mendonça já falavam em tocar juntos. Nos entretantos, António saiu de outra banda e conheceu João Lugatte. “Começámos a falar disso com mais vontade e combinou-se qualquer coisa – uma espécie de jam session”. A partir daí, “evoluiu-se”. Três álbuns depois, os Basalto lançam o primeiro EP. Sucessor do álbum Odor (2019) e da reedição do segundo álbum do trio (Doença), será lançado o vinil Cólera, um EP com 200 unidades disponíveis. 

Para quem não conhece os Basalto, “tocamos Doom/Stoner, algo por aí”, diz Nuno Mendonça, um dos membros da banda, garantindo que “não temos um estilo muito definido, variamos muito”.

O nome do EP nasceu “de conversas entre nós”, diz Nuno ao Jornal do Centro: “Vamos gravando, trabalhando nas músicas e os nomes vão aparecendo” até porque “as letras são sempre poemas que pedimos ao Martim Sousa e quando lhe entregamos a ideia, já lhe damos o nome ou às vezes a música, portanto, não é por uma razão muito específica”. 

É em formato vinil, de dez polegadas, “e são só duas faixas”. O Cólera “foi uma tentativa de fazer algo diferente, numa altura em que o vinil parece que está a voltar com os colecionadores, e a ideia é por aí”, refere. Em termos simples, são 200 unidades, em quatro cores diferentes e numeradas. “É uma edição mesmo limitada”, sublinha Nuno Mendonça. 

Não é só de agora. O vinil está de volta e “possivelmente, se resultar, será um formato que podemos continuar a apostar”, não deixado o típico CD. Normalmente, as músicas dos Basalto “são bem mais longas”, desta vez, têm cerca de cinco a seis minutos até porque “a duração de cada lado do vinil é menor e tivemos que ter isso em atenção”.

E para o futuro? Este ano, os concertos ao vivo são para esquecer e voltar a ensaiar, a trabalhar em material novo “é quase certo que será o único caminho”. 

Neste momento, o Cólera está em pré-venda e ficará disponível “assim que as unidades em vinil estiverem prontas”. Resta esperar pelo EP (e não só). 

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