16 Jul
Viseu

Cultura

Direção do Museu Grão Vasco vai ser alvo de concurso

por Redação

29 de Maio de 2020, 10:58

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

A direção do Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, vai ser alvo de um novo concurso de seleção por parte do Ministério da Cultura. O espaço museológico é dirigido por Odete Paiva, nomeada para o cargo há mais de um ano.

A abertura de concursos internacionais para seleção de nove direções de museus e monumentos nacionais, no quadro do novo regime jurídico de autonomia de gestão, é publicada esta sexta-feira (29 de maio) em Diário da República (DR).

Nesta primeira fase de abertura são incluídos o Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, o Panteão Nacional, o Palácio Nacional da Ajuda/Museu do Tesouro Real, o Museu Nacional de Arqueologia, todos estes em Lisboa, o Museu Monográfico de Conímbriga-Museu Nacional, o Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, o Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, o Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, e o Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora, que tem como anexo a Igreja das Mercês.

O aviso de abertura do procedimento concursal é publicado na 2.ª série do DR, para um prazo de 30 dias úteis depois de publicitado, na sequência de despacho do diretor-geral do Património Cultural, Bernardo Alabaça.

De acordo com o aviso, o concurso visa a seleção internacional para o provimento do cargo de direção intermédia de 1.º grau como diretor de unidades orgânicas dependentes da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), em regime de comissão de serviço, para um período de três anos.

O concurso enquadra-se no Regime Jurídico de Autonomia de Gestão dos Museus, Monumentos e Palácios, aprovado pelo decreto-Lei n.º 78/2019.

Contactada pela agência Lusa, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, explicou que estes concursos para as direções de museus, palácios e monumentos nacionais, vão abrir em duas fases, uma agora, que envolve nove instituições, e a segunda em 19 de junho, para mais dez.

"Quem quiser candidatar-se terá trinta dias úteis, portanto até ao final do ano teremos os novos diretores" nos equipamentos tutelados pela DGPC, prevê a ministra da Cultura. Graça Fonseca sublinhou, sobre o caráter internacional dos concursos, que "é a primeira vez que se podem candidatar interessados sem vínculo à função pública, portugueses ou estrangeiros, desde que falem português".

A governante destacou ainda que os candidatos às futuras direções de museus, palácios e monumentos terão de criar uma "visão para dez anos" daqueles equipamentos, que serão geridos num novo regime de autonomia, e que esta "visão" terá muito peso na avaliação do júri. 

Sobre os projetos que os candidatos vão apresentar, Graça Fonseca salientou que "essa visão de como o equipamento se pode posicionar nos próximos dez anos é fundamental para um trabalho sustentado", já que os futuros diretores podem ter as suas comissões de serviço de três anos renovadas duas vezes. "Será dada uma importância muito central na forma como é visto o papel do equipamento no território, a gestão do património, a atenção a novos públicos, a programação e o serviço educativo", enumerou.

No quadro desta visão, que os candidatos vão apresentar no seu projeto, também será tido em conta "o trabalho a desenvolver em parcerias e com a comunidade, além do mecenato", acrescentou. Relativamente ao novo enquadramento jurídico, decorrente do regime aprovado no ano passado, a ministra da Cultura recordou que os diretores que vierem a ser escolhidos irão gerir os seus equipamentos em circunstâncias diferentes. "Terão mais autonomia a gerir o espaço, os horários de funcionamento, ou para realizar pequenas intervenções com um fundo de maneio", apontou.

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