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Viseu

Cultura

Teatro Viriato promove Flanzine#21 fora do papel

por Redação

26 de setembro de 2020, 08:00

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

Este sábado (dia 26), o Café do Teatro acolhe o lançamento da “Flanzine #21”, um projeto editorial de João Pedro Azul e Isaque Ferreira. A pensar no futuro, cem autores e artistas portugueses dão vida às páginas de “um número que não irá ser em papel”. 

Inspirado nas velhas fanzines, o projeto nasceu em 2013 pelas mãos de João Pedro Azul, Luís Olival e Filipa Campos. “É uma publicação que teve vários períodos de maior visibilidade nos anos 80 e 90. Tinham independência, liberdade e eram feitas consoante a possibilidade financeira que existia. A Flanzine foi uma revista que nasceu desses fanzines, e tornou-se uma espécie de campo aberto para diferentes áreas artísticas e posicionamentos”, conta o responsável pelo projeto, João Pedro Azul. 

A refletir no futuro, a Flanzine XXI aposta num novo formato. “Pensámos numa coisa mais artesanal, em que os conteúdos pudessem estar dentro de uma caixa, com dois objetos impressos. Essa é a grande surpresa”, confidencia. 

 Em preparação desde março, “quis o destino que fosse apresentado pela primeira vez em Viseu”. O desafio partiu de Patrícia Portela, atual diretora do Teatro Viriato e colaboradora da Flanzine, “e será o quarto número que apresentamos na cidade”. Uma apresentação que une “o que pode ser impresso como a fotografia, a ilustração e a escrita” à animação, música, videoclipes e filmes. 

À semelhança das edições anteriores, os autores têm a oportunidade de definir a resposta que pretendem dar ao tema. Sem um caminho certo, “podemos encontrar um autor super consagrado como o Afonso Cruz ao lado de um autor que ainda não publicou o seu primeiro livro. É importante haver um espaço onde seja possível esta convivência”, defende.

Entre os artistas, Ricardo Fonseca Mota, autor do romance “As aves não têm céu”, escreveu uma carta ao futuro. “Neste caso, foi uma carta a mim próprio, acompanhada pelas ilustrações belíssimas de Rachel Caiano”, adianta. 

Para o escritor, a procura de novas vozes e novos artistas é uma forma de apelar à pluralidade criativa. “Várias vozes em debate será sempre mais útil do que falar sozinho. É bom que os artistas estejam disponíveis para o diálogo”, confessa.

Repleto de provocações, é um número sem uma mensagem concreta. “Queremos provocar discussão, questões, dúvidas”, remata o coordenador João Pedro Azul. 

Em apresentação no Café do Teatro, pelas 16h30, a entrada é gratuita mediante inscrição através do e-mail da bilheteira (bilheteira@teatroviriato.com). 

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