01 Jun
Viseu

Desporto

Académico de Viseu entrou em lay-off

por Redação

14 de Maio de 2020, 17:40

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

O Académico de Viseu recorreu ao lay-off. A confirmação é dada pelo presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, Joaquim Evangelista, que falou com o diretor-geral da SAD academista, Ramiro Sobral.

“Os jogadores estão a ser pagos de acordo com o lay-off. Não sabemos quando é que isso aconteceu e é uma coisa que pretendemos saber. Não temos acesso à informação, nem os jogadores o tiveram através da Segurança Social, porque só está disponibilizada aos clubes, o que é ingrato. Se os jogadores quiserem fazer contraditório e saber quando é que o clube entrou em lay-off e quais são os montantes a pagar, não conseguem”, lamenta Evangelista.

Joaquim Evangelista considera que os clubes deviam todos ter dado a informação sobre o lay-off, “de forma clara” e, por isso, o Sindicato já pediu fiscalização à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) pela falta de transparência nos processos e ausência de informação fidedigna.

O presidente do Sindicato diz ainda que é "indecente" que, depois de apoiados financeiramente pela Liga e pela Federação Portuguesa de Futebol, clubes como os da Segunda Liga (onde milita o Académico) ainda pretendam apoio do Estado.

“Tive o cuidado de interpelar a Liga para o efeito, no sentido de regularizar esta situação, pagando aos jogadores as diferenças salariais do lay-off e do salário real. Ao não aceitar isso, não nos deixou outra opção senão denunciar à ACT para dar cumprimento às regras”, diz.

Joaquim Evangelista falou ainda do Estoril, que apenas recorreu ao lay-off na terça-feira (12 de maio) depois de ter recebido o apoio financeiro da Liga, e considera que este caso é “escandaloso”. O sindicalista diz ainda que não é justo para os portugueses apoiarem clubes de futebol que têm condições para cumprir com as suas obrigações.

“Acho que há um abuso de direito. Há situações muito mais dramáticas que merecem o apoio do Estado e dos portugueses, que não essas equipas, por questões de decência e respeito pelos direitos dos jogadores”, remata.

Contactado pelo Jornal do Centro, o diretor-geral da SAD do Académico, Ramiro Sobral, diz apenas que o clube recorreu ao lay-off e que, ao mesmo tempo, promoveu um entendimento com os jogadores para pagar o remanescente acordado.

O Jornal do Centro sabe que, para sexta-feira (15 de maio), está agendada uma reunião entre a Administração da SAD do Académico e o plantel.

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