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CD Tondela e Académico de Viseu podem "atacar" mercado de transferências de inverno

por Redação

16 de janeiro de 2021, 08:30

Foto Igor Ferreira

CLIPS ÁUDIO

Está dado o tiro de partida para a corrida ao mercado de transferências de inverno. Numa época atípica, devido aos constrangimentos causados pela pandemia da Covid-19, as mexidas vão ter de ser bastante cautelosas por parte dos clubes, que este ano têm de jogar com a vertente financeira.

Estivemos à conversa com Rui Cordeiro, comentador desportivo do Jornal do Centro, que falou sobre a necessidade de reforçar o plantel do Tondela para o que resta do campeonato da Primeira Liga.

O especialista admite que no que diz respeito aos avançados, a equipa beirã reforçou-se bem no início da época, especialmente com Mario Gonzalez, que “acabou por ser um sinal positivo”.

“A contratação deste jogador, por empréstimo, acabou por ser extremamente importante para o Tondela, porque é uma posição que estava necessitado”, explica.

No entanto, existem posições que requerem maior atenção por parte da direção do emblema beirão.  Rui Cordeiro afirma “que [o Tondela] continua necessitado de um defesa central”.

Para além do setor mais recuado, o especialista admite que também “continua necessitado de jogadores no meio campo”, salientando que o conjunto beirão precisa de “um jogador que traga equilíbrio à equipa e outro pensador de jogo”

Rui Cordeiro recorda a temporada passada, em que o Tondela “tinha o Pepelu e depois tinha várias opções, quer no banco, quer aqueles que jogavam de início”.

No entanto, o comentador admite que “este ano não tem assim tantas opções válidas, ou que tenham demonstrado capacidade para jogar e para ter influência no jogo da equipa do Tondela”.

“Portanto, acho que o meio campo precisa claramente de reforço, a defesa também”, assegura.

Para além de um defesa central, e também do reforço no meio campo, Rui Cordeiro admite que “perante o modelo de jogo de Pako Ayestaran, via com outro tipo de laterais”, mas lembra que “é certo que não vai conseguir reforçar tudo”.

Rui Cordeiro sinaliza como prioritário, “reforçar a zona central da defesa e o meio campo do Tondela”. Apesar de saber que a equipa de Pako Ayestarán necessita deste reforço, o comentador lembra também que “com toda esta situação da pandemia, não me parece que vá haver grandes mexidas nos planteis”.

“Terá de haver um equilíbrio financeiro muito grande. Portanto, vai mexer muito pouco, vai ser muito cirúrgico”, admite.

Já do lado do Académico de Viseu, que milita na Segunda Liga de futebol, também são alguns os reforços necessários.

Se analisarmos o plantel academista, Pedro Duarte está bem servido no que diz respeito à baliza, no entanto, no setor mais defensivo, o técnico tem poucas soluções para rodar a equipa.

Pedro Duarte tem à sua disposição oito defesas. Sendo que, por norma, alinham quatro no onze inicial do Académico, sobram apenas quatro no banco. Daqueles que são reservas, dois deles subiram da formação, o que acaba por dificultar a vida a Pedro Duarte, que tem duas soluções ainda com pouca experiência na Segunda Liga.

Já no meio campo, o Académico de Viseu conta com bastantes soluções, tendo a vida mais facilitada neste setor. Já no ataque, Pedro Duarte volta a ter mais dificuldades, visto que tem apenas seis jogadores para jogar à frente.

Desses seis, o técnico apenas pode contar com cinco para o resto da época, uma vez que Bruninho se lesionou com gravidade e não volta a jogar esta temporada.

Olhando à disposição tática habitualmente usada pelo Académico de Viseu, talvez conseguir arranjar mais uma solução para o ataque, pode ser algo que está no horizonte dos academistas.

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