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Desporto

Desporto: ser amador e manter a forma não é fácil, mas é necessário

por Redação

22 de Maio de 2020, 16:35

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

O desporto parou um pouco por toda o lado, mas é necessário manter a forma para quando ele regressar. Em Portugal, apenas a Primeira Liga de futebol vai ser concluída. Para muitos outros atletas as épocas terminaram e o começo da próxima temporada é ainda uma incógnita. Com tantas incertezas a pairar no ar, os atletas precisam de se manter ativos para que estejam em forma no arranque da próxima temporada.

Enquanto que os atletas profissionais têm uma maior facilidade neste campo, por terem um acesso mais fácil a materiais de treino e aos planos delineados pelos preparadores físicos dos clubes, os atletas amadores tiveram de se adaptar a esta realidade de forma a não perderem o trabalho de uma época e se arriscarem a chegar à próxima temporada em má forma.

Hugo Pardal, jogador de futsal que na época passada representou o ABC de Nelas, admite ter a sorte de ser “proprietário de um ginásio”, algo que lhe tem permitido fazer “esse treino de preparação física geral”. Já os jogadores que não têm essa sorte devem, segundo o atleta, aconselhar-se junto de “algum amigo ou colega na área da Educação Física ou do treino”. No caso dos atletas não conhecerem ninguém nestas áreas devem “pedir ajuda aos clubes”, já que, para Hugo Pardal, “é importante a função dos clubes de não se distanciarem dos jogadores e tentarem arranjar uma solução para planearem algum tipo de tarefas para eles fazerem ao longo deste tempo de paragem”.

Já Daniel Pinto, futebolista que na passada temporada atuou ao serviço do Mortágua, afirma que, a nível amador, manter a forma neste período de paragem “acaba por ser vontade própria de cada jogador, porque não há planos de treino feitos por ninguém”. Admite também que as maiores dificuldades para estes atletas são “o material” até porque “é preciso ter condições e nem todos têm essa disponibilidade, nem todos têm esses materiais todos”.

Por sua vez, Hugo Pardal acredita que a falta de material não é um entrave à manutenção de uma boa forma física, porque “há muitos treinos que podem ser feitos só com o peso do corpo”, explicando que os jogadores “conseguem fazer o essencial para manter uma boa forma física sem material”. Alerta ainda que “para além do exercício, é também importante a parte alimentar, porque vai haver tendência para comerem mais, fazerem menos exercício, engordarem mais e quando começarem os treinos não estão tão preparados. Por isso tanto, a nível de exercício como a nível alimentar é importante haver algum equilíbrio”.

Ainda de acordo com o jogador do ABC de Nelas, “é importante o planeamento dos treinos”, isto porque, “se for algo muito aleatório, até se pode andar um mês motivado, mas depois como não há objetivos a médio/longo prazo vai se acabar por desmotivar”.

Este tempo de pandemia pode mesmo afetar o número de atletas não-profissionais a praticar as mais diversas modalidades, isto devido, segundo Hugo Pardal, à desconfiança gerada por este período de paragem. “Um jogador amador não faz vida do futsal ou do futebol e o grande problema é que as pessoas agora vão ter alguma desconfiança. Desconfiança tanto a nível de trabalho, como quanto aquilo que vai acontecer em se calhar, há muitos jogadores que vão optar pela vida profissional”, explica.

 

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