Foto Arquivo Jornal do Centro
O Lusitano de Vildemoinhos congratula-se com o último volte-face da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que voltou atrás na decisão de haver um teto salarial para as equipas de futebol feminino.
Depois de uma reunião com o Sindicato de Jogadores, a Federação entendeu que, devido ao facto de a medida ter sido interpretada como discriminatória em função do género, a norma não vai constar no regulamento da modalidade para a próxima época.
Ao Jornal do Centro, Francisca Martins, coordenadora do futebol feminino do Lusitano, diz estar satisfeita com a decisão e afirma que a pressão política e desportiva contra o teto salarial valeu a pena.
“A ação é definitiva. É sinal de que a Federação deu ouvidos a todos os movimentos que foram criados e as reações negativas de grande parte das jogadoras e partidos políticos, que questionaram o Governo sobre esta situação, e tomar uma outra decisão, mais sensata”, refere.
Para Francisca Martins, criar tetos salariais no futebol feminino não fazia sentido. “Era fazer sentir às jogadoras que estavam a ser discriminadas por causa do género e isso não fazia sentido. No mundo masculino, encontram-se salários abismais, enquanto os femininos são postos em causa. Era tudo ao contrário”, sustenta.
Em comunicado, a FPF diz que vai ser encontrada uma solução alternativa, em diálogo com o Sindicato de Jogadores.
O movimento “Futebol Sem Género” também concorda com este recuo, tendo sido contra o teto salarial. O grupo lamenta ainda que a Federação não perceba que haver um teto salarial só para o futebol feminino crie, por si só, uma violação dos direitos das jogadoras.