23 out
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Futebol formação: Um “barco” à deriva num mar de incertezas

por Redação

17 de outubro de 2020, 08:30

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

Os escalões de formação, nomeadamente o futebol e o futsal, são a área que mais tem sofrido com a pandemia da Covid 19 dentro do mundo desportivo. Equipas, jogadores e treinadores, vêem-se impossibilitados de fazer aquilo que mais gostam.

Depois dos campeonatos terem sido cancelados na temporada passada, aquando do início da pandemia, nos últimos meses parecia haver uma luz ao fundo do túnel. Tudo apontava para um regresso das competições de formação em outubro.

Neste momento, e com o agravamento da situação pandémica que vivemos em Portugal e no mundo, o desporto de formação volta a cair num mar de incertezas quanto ao futuro. Haverá ou não competições esta temporada?

Em declarações ao Jornal do Centro, Roger Almeida, treinador dos juniores do Académico de Viseu, que este ano iam voltar a disputar a Segunda Divisão Nacional de futebol, admite que vê toda esta incerteza com “tristeza”. “É algo que nós ambicionamos há muito tempo. Estamos parados há mais de meio ano, é muito tempo sem competir, sem poder treinar de forma normal”, admite.

Contudo, e apesar da “tristeza” que Roger Almeida tem em saber que não há, para já, competições, o técnico diz que compreende a situação. “Eu percebo que não começará tão cedo, provavelmente. Claro que depende sempre do evoluir da pandemia, mas pelos dados que vamos obtendo, não há um abaixar desta pandemia, portanto, os casos têm aumentado. 

Apesar de compreender o adiar do início das competições formação em prol da saúde pública, Roger Almeida mostra-se preocupado com algumas questões desportivas. O treinador admite que esta “é uma geração de atletas que se poder perder ou que não vai aparecer”.

Outra questão que gera maiores complicações para os técnicos, é conseguir mentalizar os jovens que vão continuar privados de fazer aquilo que gostam. “É um papel nosso que não é fácil, nada fácil. Todos eles têm sempre a ambição e a crença de que pode começar. Claro que o nosso papel é mantê-los motivados, para que a qualquer momento possa começar”, revela.

Roger Almeida admite que “isto será uma tragédia, claro que tragédia é uma palavra muito forte, mas adequa-se bem ao contexto que estamos a viver no futebol de formação”, porque diz que “estamos a falar de milhares de jovens que não podem competir”. Contudo, o técnico lembra que “tragédia é a questão da saúde”, pois admite ser o mais importante acima de tudo.

Para já paira no ar a dúvida quanto a um possível regresso das competições formação. Pode não ser em outubro como todos esperavam, mas Roger Almeida acredita que possa vir a ser no início do próximo ano, por exemplo. O que é certo é que por agora, milhares de jovens atletas não vão poder fazer aquilo que gostam e vão ter que aguardar por melhores dias para que haja autorização para o regresso dos campeonatos.

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