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Futsal: Viseu 2001 arrasa Federação após nova decisão sobre a Primeira Divisão

por Redação

29 de Maio de 2020, 11:26

Foto Arquivo Jornal do Centro

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O Viseu 2001 está contra a última decisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que decidiu que a Primeira Divisão de futsal terá 16 equipas, em vez das habituais 14, na próxima época.

A posição, constituída como uma reviravolta face à promessa anterior de que não haveria subidas nem descidas, foi comunicada aos clubes numa reunião que decorreu ao final da tarde de quinta-feira (29 de maio).

Em declarações exclusivas ao Jornal do Centro, o responsável pela secção de futsal do Viseu 2001, Paulo Lopes, acusa a FPF de ceder a pressões nesta medida de alargar a Primeira Divisão e lembra que há eleições para a direção da Federação em 2021.

“Este foi o resultado da pressão que as associações exerceram junto da direção da FPF. Estamos em época de eleições e, então, foi uma trapalhada total no sentido de tentar agradar a tudo e todos. Depois das decisões tomadas no futebol, com primeiras e segundas decisões, as associações começaram a movimentar-se e a afrontar a FPF porque estava a decidir sem as auscultar. A direção começou a recuar, como se viu, e esse recuo foi transversal ao futsal”, diz.

O responsável pelo futsal do Viseu 2001 acusa ainda a FPF de agir de forma prepotente. Paulo Lopes fala de reuniões marcadas e desmarcadas de forma quase imediata.

“Há descontentamento, porque deveria haver, supostamente, uma pessoa na Federação a trabalhar no futsal e o seu trabalho está muito aquém das expetativas dos clubes. Quando temos finalmente reunião, essa pessoa entra, cumprimenta e não apresenta um pedido de desculpas, nem nada. Este é um trabalho embuído em prepotência e arrogância”, acusa.

Paulo Lopes assegura também que o Viseu 2001 tem assumido uma “posição enérgica” nas reuniões com a FPF.  “Tudo o que estou a dizer tenho dito olhos nos olhos ao representante da Federação, Pedro Dias. Existe um descontentamento total e temos comunicado, de forma assertiva, que não estamos habituados a este tipo de tratamento. Acho que o futsal merece mais do que aquilo que a Federação está a fazer”, diz.

O dirigente do Viseu 2001 critica o organismo por não ter um plano B para o futsal. Paulo Lopes acusa a Federação de se limitar a comunicar as decisões, não chamando os clubes a pronunciar-se.

“Nada disto se passa por exemplo no hóquei em patins, onde já se sabe quando vai começar o campeonato. No futsal, nós não sabemos. Tem de haver um plano A e um plano B, tal como aconteceu nas outras modalidades. Os clubes têm de se organizar”, conclui.

O responsável lamenta ainda que não haja nenhuma operadora televisiva que queira adquirir os direitos dos jogos da Primeira Divisão da modalidade. “Este é talvez o primeiro, em dez anos, em que nenhuma televisão aparece para comprar os direitos de transmissão. Pelos vistos, não estão interessadas e os jogos vão ter de ficar no Canal 11”, afirma.

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