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Futsal: Viseu 2001 reclama junto da Federação Portuguesa de Futebol

por Redação

28 de setembro de 2020, 17:52

Foto Arquivo Jornal do Centro

Em causa está a redução do valor dos direitos de participação, onde se incluem os direitos televisivos

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O Viseu 2001 e mais oito equipas que militam na Primeira Divisão nacional de futsal enviaram um comunicado à Federação Portuguesa de Futebol (FPF), colocando em causa a redução do valor dos direitos de participação, onde estão incluídos os direitos televisivos.

Os clubes queixam-se do facto de, enquanto a FPF reduziu os valores relativos ao futsal, a mesma instituição tenha aumentado os mesmos valores para a Taça de Portugal e o futebol feminino.

Paulo Lopes, diretor da secção de futsal do Viseu 2001, refere em declarações ao Jornal do Centro que os clubes peticionários exigem à Federação “que mantenha aquilo o que assumiu em março, já num cenário Covid, em que as regras foram ditadas em relação aos direitos de participação”.

“Já havia a confirmação de que o Canal 11 seria a televisão oficial. A Federação pediu-nos para apresentar o orçamento em maio e contabilizámos os valores que nos foram salvaguardados em março para as próximas duas épocas. Agora, a Federação voltou com os critérios atrás”, afirma falando do facto de o organismo ter apresentado aos clubes um novo quadro de direitos de participação com diferentes critérios.

Em causa está também a utilização de jogadores formados localmente, sendo que os clubes que tiverem um maior número de atletas que venham dos escalões base do clube são beneficiados pela FPF.

Paulo Lopes diz que o órgão que tutela o futebol e o futsal nacionais voltou atrás com os critérios que tinha avançado em março.

“Em março, a Federação determinou regras na expetativa de um aumento dos valores. Os clubes constroem os seus plantéis e organizam-se com as dificuldades inerentes à fase em que estamos. Agora, quem tem mais jogadores formados localmente é beneficiado, isto é comunicado uma semana antes de começar a prova. Não me parece que sejam critérios nem equilibrados nem razoáveis”, lamenta o dirigente do Viseu 2001.

Paulo Lopes diz que só nove clubes assinaram este comunicado, mas acredita que “todos estejam insatisfeitos” em relação ao que a FPF tem feito em relação ao futsal. “Os restantes clubes irão tomar uma posição pública, mas existe uma insatisfação grande em relação à Federação”, afirma.

Entre as reivindicações exigidas pelos clubes, que lamentam que a FPF tome decisões sem os ouvir, está ainda a correção do critério que premeia os clubes que ocupem os pavilhões nos seus jogos a realizar na qualidade de visitante numa percentagem de 75 por cento.

O Viseu 2001, o Belenenses, o Burinhosa, o Candoso, o Elétrico, o Fundão, o Futsal Azeméis, o Portimonense e o Sporting de Braga também entendem que todos os clubes da Primeira Divisão cumpriram os requisitos para participarem no campeonato, pelo que não aceitam “a penalização evidenciada pela certificação consoante o número de estrelas atribuídas ao nível dos critérios exigidos da classificação final, da participação e dos prémios por vitória”. “Efetivamente os clubes já são penalizados por não conseguir atingir as 5 estrelas e esta é inquestionavelmente uma dupla penalização”, frisam.

Os clubes também alertam para o “espírito de medo” que perdura nos atletas e nos pais da formação e do futsal feminino, alertando que há “pavilhões fechados por autarquias e por escolas e há clubes sem atividade ao nível da formação porque simplesmente não há atletas disponíveis ou os que se disponibilizam comparecem em número muito limitado”.

O Viseu 2001 dá o pontapé de saída na nova temporada, em casa, na próxima sexta-feira (2 de outubro), diante do Azeméis. O jogo está agendado para as 21h00.

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