11 Ago
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Situação do Tondela preocupa presidente interino da AFV

por Redação

16 de Julho de 2020, 11:01

Foto Lusa/Hugo Delgado

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As contas da manutenção do Tondela na Primeira Liga estão cada vez mais complicadas. Depois da derrota frente ao Gil Vicente, por 3-2, a equipa beirã está com 30 pontos, os mesmos que o Portimonense e o Vitória de Setúbal. Caso o campeonato terminasse agora, era o Tondela quem descia de divisão, isto porque perde no critério de desempate pontual contra os dois adversários diretos.

José Oliveira, que assumiu o lugar de presidente interino da Associação de Futebol de Viseu após a saída de José Alberto Ferreira, diz estar preocupado com a situação do clube. Em declarações ao Jornal do Centro, assume estar confiante na manutenção da equipa beirã na Primeira Liga.

“É motivo de preocupação, uma vez que se trata de um clube da nossa Associação e, como tal, seria muito desagradável que o Tondela viesse a descer de divisão. No entanto, estou plenamente convencido de que o nosso clube irá arranjar forças para se manter”, acredita José Oliveira, lembrando as últimas manutenções conseguidas nos últimos jogos do campeonato nas épocas anteriores.

Em caso da descida de divisão, José Oliveira garante que o impacto na região vai ser “negativo, porque as pessoas deixam de ter a possibilidade de ver aqui os clubes de elite do futebol nacional e jogos que possam atrair motivação para se deslocarem a Tondela”, mas reafirma estar confiante de que a equipa treinada por Natxo González vai conseguir ultrapassar o atual “momento difícil” e manter-se mais uma época no principal escalão do futebol português.

 

Tondela tem "a corda ao pescoço", admite comentador

Já Rui Cordeiro, comentador desportivo do Jornal do Centro, assume que o Tondela “está com a corda ao pescoço” e garante que nada fazia prever este fim de campeonato.

“Estes últimos jogos não têm corrido nada bem ao Tondela. Começaram com um empate fora na Luz e depois com os três pontos conquistados diante do Aves, mas a partir daí foram só derrotas com um empate pelo meio. Este pós-confinamento tem sido uma sequência nada positiva. Com cinco derrotas nesta fase, complicam-se as contas”, admite acrescentado que as exibições da equipa “têm vindo a baixar muito” na qualidade.

O especialista considera ainda que o que não está a correr bem no jogo da equipa de Natxo González é a eficácia.

“Às vezes, a sorte pode estar relacionada com o grau de eficácia e ela não tem sido a melhor. O Natxo podia pedir exatamente isso, que a eficácia estivesse a um bom nível para que pudessem fazer golo nas poucas oportunidades que criam. O que é certo é que não se tem notado muito isso”, refere.

Nas duas jornadas que faltam, a equipa beirã mede forças com o Braga em casa e termina o campeonato com um jogo fora de casa diante do Moreirense.

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