24 nov
Viseu

Desporto

Taça Sócios de Mérito: os campeões e o futuro

por Redação

01 de agosto de 2020, 07:30

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

Este ano várias foram as competições que ao longo do país tiveram a sua atividade suspensa. Uma delas foi a Taça Sócios de Mérito da AF Viseu. Uma competição que já desde 1979/1980 não contava com qualquer tipo de interrupção, isto no que diz respeito à descoberta do vencedor.

Lamento a situação porque foi um acontecimento que ninguém estava à espera”. São com estas palavras que José Manuel, presidente interino da Associação de Futebol de Viseu, se refere ao término forçado da competição. Lamenta ainda o facto, pois esta é uma taça muito importante, tanto para a associação, como para os clubes da Divisão de Honra e da Primeira Divisão Distrital.

Considera ainda esta uma prova que ano após ano começou a ter muito mérito, sendo uma taça que demonstra muita competitividade ao ponto de os vencedores nos últimos anos terem sido variados, o que comprova “o empenho de todos os clubes em chegarem à final desta prova. Para nós é um facto de enorme relevância”, confessa.

Esta é uma competição que ao longo dos anos foi ganhando relevância e captou por parte dos clubes “cada vez um interesse maior em nela participar e em conseguirem chegar aos objetivos que são atingir a final”, recorda.

No ano passado a final foi disputada entre o Ferreira de Aves e o Silgueiros. O embate teve lugar no Estádio do Fontelo, sendo que este jogo foi vencido pelos “Ferreirenses” por 2-1, após prolongamento. Do lado do Ferreira de Aves marcaram Luís Cardoso e Tiago Henriques, já da parte do Silgueiros o papel de “homem golo” acabou por pertencer a Bruno Madeira.


 

Este jogo foi uma coisa impressionante”. Foram estas as declarações de Rogério Arrais, presidente do clube, após recordar a adesão das pessoas aquele jogo. “Nunca imaginei que houvesse tantos adeptos do Ferreira de Aves e foi muito agradável”, afirma. Lembra sentir-se bem com a conquista deste troféu, pois nos seus 20 anos enquanto líder do clube era algo que se encontrava “atravessado”. “Foi das melhores coisas que me aconteceu desde que sou presidente. Aliás, já fui campeão duas vezes e acho que aquela (conquista) foi mesmo a que eu mais gostei”, recorda.

Com todas estas lembranças e emoções, o presidente do Ferreira de Aves olha agora com alguma amargura para o ponto da situação.

Sobre o fututo, já José Manuel esclarece que estão a agendar o calendário para o início das provas. No entanto, é sempre uma incógnita o que irá acontecer. O mesmo diz que a Divisão de Honra está prevista começar para os finais do mês de setembro e as outras para o mês de outubro. “Não sabemos como vai evoluir a pandemia. Não sabemos se eventualmente as provas vão ter a possibilidade de ser abertas ao público, ou não, portanto, é tudo uma incógnita neste momento”.

Ao olhar para o historial da mesma competição, percebemos que existe um equilíbrio nas conquistas, porém, há um que clube que mesmo assim consegue surgir com uma ligeira vantagem: O Grupo Desportivo de Mangualde, com quatro troféus. Em declarações ao Jornal do Centro, Ricardo Lopes, presidente da equipa, diz ser um enorme gosto em ter este registo. “O Grupo Desportivo de Mangualde encara essa competição com grande rigor e profissionalismo, porque é, digamos, um dos troféus mais carismáticos do quadro competitivo da Associação de Futebol de Viseu”, confessa.


 

Ouça e trabalhe ao mesmo tempo

Destaques

Podcasts