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Volta a Portugal: Associação de Ciclismo de Viseu diz que houve "excesso de zelo" dos municípios

por Redação

29 de junho de 2020, 17:52

Foto Arquivo Jornal do Centro

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O presidente da Associação Regional de Ciclismo de Viseu (ARCV) considera que houve “excesso de zelo” por parte dos municípios por onde a Volta a Portugal ia passar, incluindo Viseu, e que se manifestaram estar "pouco confortáveis" com a realização da prova.

A Volta foi adiada sem data a definir, mesmo depois de ter recebido autorização por parte do Governo e da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em declarações ao Jornal do Centro, Pedro Martins diz que houve “excesso de zelo” por parte dos municípios e lembra que existia um plano de contingência para a prova e que há modalidades profissionais que voltaram, como é o caso do futebol.

“A Federação de Ciclismo criou este plano, que foi aprovado pelo Governo e pela DGS, e ainda assim os municípios acabaram por não querer arriscar. É complicado. Nós temos outras modalidades, nomeadamente o futebol, que retomaram a atividade. Os estádios estão vazios, mas continuamos a ver esplanadas cheias de pessoas a ver futebol”, argumenta.

O responsável reconhece que, apesar das autorizações, foi a preocupação dos municípios com a saúde pública que levou ao adiamento da Volta. “Por muitas autorizações que tivesse, sem o apoio dos municípios, era impossível ir com a Volta para a frente. Acabou-se por recuar e está agora em stand-by até haver condições”, lembra.

Apesar de ainda não existirem datas para a realização da Volta, o presidente da ARCV admite que o cancelamento será sempre “a última hipótese”. “Nem sequer se fala nisso, até porque as nossas equipas profissionais precisam da realização da Volta para se manterem. Senão, vai ser muito complicado”, refere.

No futuro, Pedro Martins acredita que os municípios que agora se recusaram a acolher a Volta recuem nessa decisão, mas sempre condicionados pela evolução da pandemia. “Provavelmente, se as coisas acalmarem, acredito que os municípios queiram receber a prova, porque traz boas retribuições para as regiões”, conclui.

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